
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Julius Hyginus

Versão carolíngea de um poema grego de Aratus, que viveu na Ásia menor no séc. III aC. Este poema é uma obra coletiva: a tradução (incompleta) feita por Cícero em sua juventude foi terminada por Hugo Grotius e teve os desenhos acrescentados por Julius Hyginus. O poema fala de fenômenos celestes, os desenhos representam constelações e signos zodiacais.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Jan Voss
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Pincel
Este ideograma para a palavra pincel é um desenho esquemático de quatro dedos abertos segurando um pincel na posição vertical, mostrando a posição correta para segurar o instrumento de pintura e de caligrafia que veio do oriente.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ulises Carrión

Visual Studies Workshop Press, 1987
92 páginas, tiragem de 200 exemplares
Este livro é do gênero de livros auto-conscientes, suas páginas são compostas por pontuação e marcas abstratas, ilegíveis. O livro cria um grupo de páginas estruturadas, mas sua função é chamar a atenção para estas estruturas, mais do que usá-las de modo funcional. Há um curto-circuito na comunicação.
Pocket mod
Este vídeo ensina como fazer um livro de oito páginas utilizando apenas uma folha de papel cortada e dobrada.
domingo, 27 de setembro de 2009
Damien Correll
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Robert Sabuda
Esta é uma bela edição do conhecido livro do Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas. O encanto fica por conta dos pop-ups do Robert Sabuda, que gentilmente ensina, passo-a-passo, como fazer pop-ups. Esta foi a descoberta da semana.quarta-feira, 23 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Ganesha


sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Encarte Lei Seca
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Kiyomasu Torii
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Laura Ruggeri

calligram and book cover


segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Ivens Machado
“Os desenhos de Ivens – 1974 – reproduzem fielmente, em uma primeira olhada, as
pautas de um caderno. A atividade de desenhar reduz-se à monotonia do gesto que
organiza o espaço segundo as exigências da escritura. A folha é ocupada em sua
totalidade, conforme o ponto de vista desta lógica. Malha cerrada que aparece
com toda força do que ela pode instrumentalizar. De repente, nos damos conta de
que alguma coisa aconteceu. A folha de caderno não funciona como deveria. São,
por exemplo, poucas linhas que se romperam ficando penduradas, como uma
armadilha virtual para escritura. Em outro desenho, aparecem linhas que
quebraram e foram emendadas por um pequeno nó. À lógica do poder deste espaço
marcado para a escritura, o artista impõe outra lógica. São páginas de caderno
que jamais serão escritas. A totalidade de seu espaço está comprometida pela
disfunção de uma de suas partes. As linhas rompidas quebram a lógica que as
regulava. Jamais serão escritas, porque, além disso, apresentam-se deslocadas de
seu contexto habitual, resguardadas pelo novo estatuto que possuem – o estatuto
de arte."
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Leonardo Sonnoli

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Leão

sábado, 5 de setembro de 2009
Vileneuve
“Johannes Evangelista
Virgo Mater
Maria Magdalena”
não são pintadas, a bem dizer, mas gravadas sobre o fundo de ouro e difíceis de decifrar à primeira vista; não é senão lentamente, com a luminosidade, que lemos letra por letra. Elas não estão ali para permitir que identifiquemos os personagens, mas para nos obrigar a pronunciá-las respeitosamente o mais freqüentemente possível. Elas não se tornam legíveis a não ser com certa demora; elas nos obrigam a prestar atenção. Encontramo-nos diante do mesmo fenômeno ao nos depararmos com a espantosa ortografia das inscrições nas tumbas egípcias, destinadas a provocar a pronúncia efetiva do nome do morto. Conhecemos o papel das deformações ortográficas na publicidade moderna.
A disposição circular ao redor de cada cabeça participa dessa desaceleração, esse retardamento da leitura, certas letras se encontram em posição invertida, mas sobretudo a tela é de certa maneira orientada por cinco círculos dourados: as três auréolas, o nimbo de Cristo, e essa estrela como uma jóia no manto da Virgem, stella matutina.
O fundo dourado é o céu sobre o qual se inscreve eternamente os nomes dos personagens sagrados; a estrela matutina, atravessando a cobertura corporal da Virgem acima do horizonte é o anúncio da descida do céu sobre a terra, que vemos realizada no corpo do Cristo morto, de quem a cabeça irradia abaixo da linha do horizonte.
A ausência de um nome nesse nimbo se revela tão importante quanto sua presença nos outros: por sua ignorância, ele nos fará esperar a ressurreição para se desenvolver inteiro.
Irradiação dourada que nos revela os nomes dos outros como irradiação de sua cabeça: intimamente, indefinidamente, a partir de sua entrada no céu, eles pronunciam seu nome no concerto de anjos, é a essa pronúncia que associamos o deciframento.
Na auréola central “Virgo” e “Mater” se equilibram. “Mater” é legível quando estamos do lado de São João; com efeito, o Cristo disse no Gólgota: “Eis tua mãe”. “Virgo” é legível do lado de Madalena. João dá eternamente à Virgem o nome de mãe, a pecadora celebra eternamente a mãe de Deus ao dar-lhe o nome de virgem; os raios de leitura se cruzam nesse círculo.
O prenome “Maria”, que se aplica tanto à cortesã de Magdala quanto à mãe de Jesus, está inscrito do lado desta; a palavra “evangelista” olha o crucificado. Mas não esgotamos a sonoridade de uma tela. Toda a parte de ouro celeste está enquadrada por uma longa inscrição em caracteres tão pequenos que são lidos ainda mais lentamente:
“O vos omnes qui transitis per viam attendite et videte si est dolor sicut dolor meus”,
“Ó vós que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor comparável à minha dor!”;
Tratam-se das palavras atribuídas pela liturgia católica à Virgem nos ofícios das sextas e sábados santos:
de modo crescente à esquerda, interrompe a passagem pela rota habitualmente horizontal de nossa leitura, pois aqui nosso itinerário figurado, nossa distração, com as palavras “attendite et videte” que nos detém, depois descendo pela direita para nos encontrarmos com a encarnação dessa dor, cilada piedosa.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Ivald Granato


Acima, páginas do livro Art-Performance 1964/1978, reeditado recentemente pela JJ Carol. O livro pode ser visto no site do Granato. O site tem imagens de outros livros dele.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Um livro de caligrafias russas






















