domingo, 31 de agosto de 2008

Typotecture

Typotecture: Typography as Architectural Imagery, uma exposição no Museum fur Gestaltung, Zurich, 2000. Grande coleção de posters, variados em proveniência e assunto, mas todos concernentes à tipografia ‘capaz de se sujeitar à gravidade e adiquirir uma presença física, de se expandir no espaço e se aproximar de uma forma arquitetônica’. Inclui um ensaio do curador Andres Janser. Apresenta trabalhos de Max Huber, Michael Bierut, Ivan Chermayeff, Mihaly Biro, Claude Luyet, Tomoko Miho, Mirko Ilic, e muitos outros.” O catálogo foi publicado por Lars Muller.


Ken Miki

Anônimo

Ivan Chermayeff, Guggenheim

“Typotecture” takes a look at posters from various countries and periods, which share a special feature of typography: the tendency to break out of the two-dimensional space of lettering and establish hybrid links with architecture. Letters, words, or entire sentences form architectural figures, which can be read both as pictures and as words. The playful handling of typography has led to an exhilarating wealth of variations in the history of poster art.

Philip Apeloig, Chicago

Max Huber, 1948

sábado, 30 de agosto de 2008

Ingres



Detalhe da pintura de Ingres que mostra um pedaço da assinatura do pintor em um bilhete colocado na moldura do espelho. Mais discreto impossível.

Fernando Meireles


O fotógrafo das placas fez uma grande pesquisa sobre tipografia vernacular, percorrendo o Brasil todo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Augusto de Campos

Viva vaia

Este é mais um exemplo de poema-logotipo, um palíndromo visual. Abaixo, dois exemplos de popcretos, em que o poeta utiliza colagens para compor os poemas.

Psiu !, 1966


Olho por olho, 1964

Os lábios de Brigitte Bardot estão no centro da segunda fileira do poema acima, que aparece no encarte do LP do Tom Zé, "Todos os olhos", de 1973. No alto, tem três placas de trânsito, "siga em frente", "siga à direita". Onde deveria estar o sinal "siga à esquerda" dentro da placa está em branco, uma referência à ditadura militar da época.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

David Smith


the letter, 1950
Um dos poucos exemplos de escultura que eu conheço que remete a algum tipo de escrita. Outro exemplo são os trabalhos do Matias Goritz, mas são difíceis de encontrar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ruedi Rüegg

Ballett - Opernhaus, Zürich, 1975
Siebdruck Fischer, Luzern
Design und Werbeagentur MB & Co. (Müller-Brockmann & Co., Zürich)

Cartaz tipográfico de 1972


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fumio Tachibana



Um designer japonês que faz ótimas colagens. Na revista Idea tem mais trabalhos dele.

Régis Bonvicino

não há saídas, 1980

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Hugo Werner

Cartaz do Hugo, que tem um ateliê em Belo Horizonte onde pudemos conversar sobre caligrafia e tipografia. A visita vale a pena.

domingo, 24 de agosto de 2008

Edouard Manet



Neste retrato do escritor Émile Zola, temos dois tipos de "assinatura" de Manet: na parede, uma reprodução da pintura Olímpia, e na escrivaninha, entre os livros, a monografia que Zola dedicou a Manet, como pode ser observado no detalhe abaixo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

letraset

letraset sobre papel vegetal









um livro de artista formado por letraset


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mostra de Poesia Visual


Cartaz realizado em 2005, baseado na semelhança do ideograma "homem" com a letra "R"

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Rodolfo Fuentes

Con y, 2001

Cartaz para um evento no México, reinvidicativo da cultura hispânica.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ulises Carrión

A Nova Arte de Fazer livros (excerto)

A LEITURA

Para ler a velha arte, basta conhecer o alfabeto.
Para ler a nova arte devemos apreender o livro como uma estrutura, identificar seus elementos e compreender sua função.

Podemos ler a velha arte acreditando que a entendemos, e podemos estar errados.
Tal engano é impossível na nova arte. Você só pode ler se você compreender.

Na velha arte todos os livros são lidos da mesma maneira.
Na nova arte cada livro requer uma leitura diferente.

Na velha arte, ler a última página leva tanto tempo quanto ler a primeira.
Na nova arte o ritmo da leitura muda, aumenta, acelera.

Para compreender e apreciar um livro da velha arte é necessário lê-lo completamente. Na nova arte você NÃO precisa ler o livro inteiro.
A leitura pode parar no momento em que você compreendeu a estrutura total do livro.

A nova arte torna possível uma leitura mais rápida do que os métodos de leitura dinâmica.

Existem métodos de leitura dinâmica porque os métodos de escrita são demasiado lentos.
Ler um livro é perceber sequencialmente sua estrutura.

A velha arte ignora a leitura.
A nova arte cria condições específicas de leitura.

O mais longe que a velha arte chegou, foi levar em consideração seus leitores, o que já foi longe demais.

A nova arte não discrimina leitores; não se dirige aos viciados em leitura nem tenta roubar o público da televisão.

Para poder ler a nova arte, e para compreendê-la, você não precisa gastar cinco anos em uma faculdade de letras.

Para ser apreciados, os livros da nova arte não necessitam de cumplicidade sentimental e/ou intelectual dos leitores em matéria de amor, política, psicologia, geografia, etc.

A nova arte apela para a habilidade que cada homem possui para compreender e criar signos e sistemas de signos.



El Arte Nuevo de Hacer Libros, do artista e poeta mexicano Ulises Carrión foi publicado na revista Plural em fevereiro de 1975. The New Art of Making Books foi publicado em Kontexts no. 6-7, 1975, e impresso pelo Center for Book Arts nesse mesmo ano, a pedido do autor e distribuído gratuitamente para os membros do Centro. Ulises iniciou a livraria Other Books and So em Amsterdam em 1975. Ele faleceu em 1989. Este ensaio também foi publicado em Joan Lyons, Ed. ARTISTS' BOOKS: A Critical Anthology and Sourcebook, Visual Studies Workshop, 1985, 1993, e em Guy Schraenen: Ulises Carrión. We have won! Haven't we?, Amsterdam, 1992. O texto em inglês está disponível em http://www.centerforbookarts.org/, foi capturado em 30/06/2004 e traduzido para o português em março de 2005.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Piero Manzoni



In April 1961, in Rome, in a manifestation at the Galleria La Tartaruga, Piero Manzoni began to sign people (nude models or visitors) changing them into works of art. Manzoni's Living Sculptures ("Sculture viventi") were completed by a declaration of authenticity. A red stamp certified that the subject was a whole work of art for life. A yellow stamp limited the artistic status to a body part, while a green one meant that the individual signed was a work of art under certain circumstances (i.e. only while sleeping or running).Finally a purple stamp stuck on the receipt of authenticity meant that the service was paid for. The transformation of the human bodies in a "living sculpture" is the aim of the Magic Base ("Base Magica"). As long as any person (or any object) stays on the plinth, she (or it) is a work of art. The "Socle du Monde" (an upside down magic base made of iron) holds on its bearing surface the entire world. Everything is now recognised as a work of art. (http://www.pieromanzoni.org)

Living Sculpture, 1961

Em abril de 1961, em Roma, em uma manifestação na Galleria La Tartaruga, Piero Manzoni começou a assinar as pessoas (modelos nuas ou visitantes) transformando-os em obras de arte. As "Esculturas Vivas" de Manzoni ("Sculture viventi") foram completadas por uma declaração de autenticidade. Um selo vermelho certificava que o sujeito era uma obra de arte para a vida toda. Um selo amarelo limitava o status artístico para uma parte do corpo, enquanto um verde significava que o indivíduo assinado foi uma obra de arte em determinadas circunstâncias (ou seja, apenas enquanto dormia ou corria). Finalmente, um carimbo roxo colocado no recibo de autenticidade indicava que o serviço foi pago. A transformação de corpos humanos em uma "escultura viva" é o objetivo da Base Mágica. Enquanto qualquer pessoa (ou qualquer objeto) permanecer no pedestal, ela (ou ele) é uma obra de arte. A "Socle du Monde" (uma base mágica feita de ferro, colocada de cabeça para baixo) detém a superfície do mundo todo. Tudo agora é reconhecido como uma obra de arte.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Claudio Gil

Esta é uma página da nova edição da Tupigrafia, uma das melhores revistas que conheço. Outros trabalhos de Cláudio Gil podem ser vistos no blog dele.




segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Museu da Língua Portuguesa


No domingo, eu e a Dani encontramos o Fábio, meu irmão, e fomos com o Tuneu e o Gui visitar o Museu da Língua Portuguesa. É muito bom, vale a pena a visita, mas precisa de tempo p/ ver tudo. Recomendo ir direto no último andar ver um vídeo de 10 minutos e a seguir uma projeção de 20 minutos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Logotipo


OK, não é um logotipo, mas os pictogramas dos Jogos Olímpicos de 2008- Pequim.
Os desenhos ficaram com cara de moedas milenares chinesas, do tipo que se usa para jogar I-Ching. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Babel


Encontrei um blog que tem 72 imagens da Torre de Babel (mas não tem esta). Ainda em busca da língua perfeita, na companhia de Paul Zumthor e Umberto Eco.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Alexander Calder





Os cartazes de exposição do Calder ele mesmo fazia, utilizando guache para desenhar as letras.

Andre Derain


Retrato do Cavalheiro X

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Gesto caligráfico

Jackson Pollock

Robert Motherwell, Samurai

Tápies, China

Tápies, cercle roge

Tápies, cadira

Hans Hartung, composition 1949 L06

Henri Michaux, Lithographie, 1967

Na segunda metade do século XX, alguns artistas olharam para o Oriente em busca de um gesto expressivo, caligráfico. Jackson Pollock teve aulas de caligrafia em um mosteiro zen de New York.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Francesco Cangiullo




pinturas futuristas do artista italiano Franceso Cangiullo