domingo, 31 de janeiro de 2010

Gulliver


Gulliver's Voyages, ilustrado por P.A.Staynes, 1912

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dennis Ichiyama



The Hamilton Wood Type & Printing Museum, 2001
Mohawk Superfine 80
32,4 x 38,1 cm

Alvaro de Sá

Capa do livro Alfabismo, 1967
Independência de leitura na quinta página, o texto não precisa propriamente do suporte do papel, tanto assim que uma seta indica a leitura ECO enquanto que, simultaneamente, a outra registra ODE.
(O livro inteiro está disponível no site do poema-processo)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Andante Edições

As façanhas de um jovem Dom Juan
12 x 16 cm, 244 páginas, tiragem de 300 exemplares


The adventures of a young Dom Juan
A collection of 120 drawings of breasts depicted with typography. Various letters, numbers and punctuation signs, in an array of typefaces, are arranged on the page to form a gestalt image of a female torso. You can buy at ArtMetropole.
O livro pode ser encontrado na livraria Scriptum, em Belo Horizonte ou diretamente com o autor, pelo e-mail amir_brito[at]yahoo.com.br


Este é o primeiro título das edições Andante, uma editora criada para publicar os livros de artista de Amir Brito Cador. Estão previstos nove títulos até o próximo ano.

Shinichi Maruyama



O desenho acima na verdade é uma fotografia do artista japonês que reinventou a caligrafia no século 21: http://www.shinichimaruyama.com/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Art and Text



'Art and Text' covers the development of the textual medium in art from the early combinations of text, lettering and image in the work of seminal artists such as El Lissitzky and Kurt Schwitters. The use of written language has been the development in visual art of the twentieth century. The book is a survey of this artistic tool

Joseph Kosuth

Zero & Not

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Elenco



Exposição de capas de disco da gravadora Elenco no Instituto Tomie Ohtake (SP).
A exposição está muito bem montada, pena que não fizeram um catálogo. Ao lado das capas da gravadora Elenco, tem capas de discos do mesmo período, inspiradas nas capas da gravadora de Aloysio de Oliveira, como esta acima, do TambaTrio. Cesar Villela fez o projeto gráfico das 13 primeiras capas.

O texto do folder diz que é a primeira vez que são expostas as capas dos 75 LP´s da gravadora Elenco (1963-1971), a mais importante na consolidação da Bossa Nova. O curador é o Marcello Montore, que também é dono da coleção de discos que deu origem a esta mostra.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Joaquim Cardozo

A Escultura Folheada

Aqui está um livro
Um livro de gravuras coloridas;
Há um ponto-furo. um simples ponto
simples furo
E nada mais.

Abro a capa do livro e
Vejo por trás da mesma que o furo continua;
Folheio as páginas, uma a uma.
- Vou passando as folhas, devagar,
o furo continua

Noto que, de repente, o furo vai se alargando
Se abrindo, florindo, emprenhando,
Compondo um volume vazio, irregular, interior e conexo:
Superpostas aberturas recortadas nas folhas do livro,
Têm a forma rara de uma escultura vazia e fechada,
Uma variedade, uma escultura guardada dentro de um livro,
Escultura de nada: ou antes, de um pseudo-não;
Fechada, escondida, para todos os que não quiserem
Folhear o livro.

Mas, prossigo desfolhando:
Agora a forma vai de novo se estreitando
Se afunilando, se reduzindo, desaparecendo/surgindo
E na capa do outro lado se tornando
novamente
Um ponto-furo, um simples ponto
simples furo
E nada mais.

Os seres que a construíram, simples formigas aladas,
Evoluíam sob o sol de uma lâmpada
Onde perderam as asas. Caíram.
As linhas de vôo, incertas e belas, aluíram;
Mas essas linhas volantes, a princípio, foram
se reproduzindo nas folhas do livro, compondo desenhos
De fazer inveja aos mais “ sábios artistas”.
Circunvagueando, indecisas nas primeiras páginas,
À procura da forma formante e formada.
Seus vôos transcritos, “refletidos” nessas primeiras linhas,
Enfim se aprofundam, se avolumam no vazio
De uma escultura escondida, no escuro do interno;
Somente visível, “de fora”, por dois pontos;
Dois pontos furos: simples pontos
simples furos
E nada mais.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Richard Long

A Walk Across England, 1997
Thames and Hudson

A WALK OF 382 MILES IN 11 DAYS
FROM THE WEST COAST
TO THE EAST COAST OF ENGLAND
With 130 illustrations in color


O zumbido de uma abelha


O perfume das flores



MY EVENING SHADOW



Refrescando os pés em um rio



FEELING THE HOT ROAD
ON MY BARE FEET
SMELLY SOCKS

Capa e algumas páginas selecionadas de "A Walk Across England". A primeira e a última imagem do livro mostram o oceano visto a partir da praia, cada uma em uma costa da Inglaterra.As folhas de guarda mostram o mapa do país e o percurso do artista, indicando os pontos de descanso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Livro de Horas

Livro de Horas de Besançon, 1445

Iluminura do “Hours of the Virgin”: A Natividade, a adoração de Cristo menino por Maria e S. José, fl. 44v.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fortunato Depero

Maquete para o pavilhão da Campari


Fortunato Depero, artista italiano ligado ao futurismo

Fabian Leuenberger

Netlabel Festival

Yves Klein


Dimanche. Le journal d'un seul jour [Domingo. O jornal de um só dia]
Nice, 27 de novembro de 1960
número único

A manchete abaixo da fotomontagem de Harry Shunk conhecida como "Salto no vazio" diz:
"O pintor do espaço se joga no vazio!" (Un homme dans l'espace! Le peintre de l'espace se jette dans le vide!)

Este jornal é uma publicação de um só dia.

PS. (em junho de 2012 descobri esta nota em um blog, http://artistsbooksandmultiples.blogspot.com.br)

Yves Klein's October 1960 work Leap Into the Void first appeared in the artists' single day newspaper Dimanche, which was sold at newstands throughout Paris on Sunday the 27th of November, 1960. Klein held a press conference at the Galerie Rive Driote at 11 am on the same day, to announce the project. The four page broadside featured visual works and writings by Klein, including the manifesto Theatre of the Void.

The paper has been reprinted several times and are available as large PDF downloads here:

http://www.yveskleinarchives.org/works/works17_us.html

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Jean-Jacques Tachdjian


Copie e Cole
(meus votos de Ano Novo)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Anna Bella Geiger

Sobre a Arte, 1976
26 x 19 cm, xerox. Rio de Janeiro. Tiragem: 100 ex.

O Novo Atlas I, 1977

No “Novo Atlas nº 1” de 1977 Anna Bella Geiger dedica a este espaço um segundo mapa mundi, em que traça os limites e a esfera de referência da arte dentro dos quais a / o artista e sua obra têm que se situar, sobretudo se ele ou ela vivem no Brasil.

Nessas relações e alusões, espelham-se representações do mundo e concepções de arte que, assim como os mapas, também produzem uma realidade, na medida em que o representam. Anna Bella Geiger reúne em linhas datilografadas diversos topoi sobre arte, às vezes legíveis, outras vezes encobertos pelas formas de continentes ou obscurecidos por superposições parciais de letras e grupos de palavras. Esses topoi determinam os parâmetros de sua percepção, na medida em que funcionam como asserções paradigmáticas sobre a relação entre as supostas orientações dominadas e marginais, estilos internacionais e nacionais ou sobre a distinção entre centros e periferias, províncias e metrópoles, recepções, heranças, tradições, influências e esferas de validade, dependências e espaços livres.

A pseudo-objetividade da cartografia, que em sua representação criteriosa estabelece critérios, é desmascarada nos quatro mapas mundi subseqüentes do “Novo Atlas I”. A imagem do mundo aparece determinada por diferentes indicadores: na trama do quadriculado regular do espaço, como divisão das reservas de petróleo, na relação entre regiões desenvolvidas e subdesenvolvidas e na dependência da primazia cultural da Cultura Ocidental. O confronto de diversos sistemas de orientação deixa claro que orientação, como a própria língua denuncia, tem sempre uma direção determinada, que estabelece a imagem da realidade, na medida em que se torna a perspectiva da percepção. No mapa a realidade aparece como relação ou atitude e, deste modo, relativa às diversas relações que se estabelecem. Assim como a suposta neutralidade do mapa é pura ficção, sua representação espacial não passa de uma projeção. A realidade deixa de aparecer como ilusão, passando a ser fingimento, simulação.

As outras seqüências do “Novo Atlas I e II” e outras obras-padrão, seguem o modelo do abecedário, em que o cruzamento de textos, mapas, quadros, imagens são construídas e reunidas sob o titulo comum de “Iniciações Primárias”. A fabricação de ficções baseia-se em processos de seleção e identificação em que se transmitem e desenvolvem identidades. As leis desta fabricação são analisadas pela artista desde o começo dos anos 60, em sua discussão com o abstracionismo geométrico e informal, sobretudo no trabalho que realizou no Atelier do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de que é um dos representantes mais proeminentes. A passagem da mancha amorfa e anônima para o contorno novamente reconhecível de um determinado continente, como mostra a estampa borrada do “Novo Atlas I”, é um jogo com os esquemas de percepção, que desdobra seu potencial no âmbito de um determinado contexto, através da transformação, metamorfose e alteração.
Karin Von Stempel
Tradução: Luciana Vilas Boas


(imagens do livro de Martha Hellion, Libros de Artista. Turner, 2001)


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Paula Scher

Best of Jazz - CBS
Outros trabalhos de Paula Scher

domingo, 27 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009