domingo, 8 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Carmela Gross


Os carimbos de Carmela - Walter Zanini 1/1/1978
As perspectivas abertas para uma investigação nos limites entre o signo e a escritura caracterizam agora a atividade de Carmela Gross, sobrepondo-se às consecutivas e interdependentes fases anteriores marcadas por um apurado espírito construtivo. Essa obra passada desenvolvera-se numa atmosfera ascética - quase impertubada pela necessidade da comunicação - variantes morfológicas que ressaltavam a tendência constante ao estudo do espaço por um ajuste de soluções gráficas e texturalidades. Embora o rigor esquemático das organizações geométricas então obtidas, a desenhista infiltrava valores menos determinados, que são específicos, da sensibilidade, fazendo surgir exíguas mutabilidades nas suas séries de representações sincrônicas. Dessa pesquisa precedente transfere-se para o atual estado o elemento fundamental da repetição da imagem. A situação é, entretanto, drasticamente diferenciada pela natureza e função dos novos agentes frequentadores de seu espaço: sinais gráficos idênticos e alinhavados na forma de campos unitários de leitura. Estes signos são previamente desenhados para reprodução através do carimbo - um dos média (ou submédia) de mais rápida expansão na área de criatividade oposta à arte institucionalizada. Normalmente manipulado para fins burocráticos, a autora serve-se de sua praxis - a automatização do gesto - para a definição da uniformidade da leitura sígnica. Dentro das muitas alternativas mudialmente exploradas pelas poéticas semióticas, nota-se que Carmela Gross obedece antes de mais nada a uma problemática própria derivada de sua densa e continua reflexão das qualidades imanentes do desenho. É atualmente alguém que se envolve profundamente no comportamento da arte como linguagem e que, operando no plano dos multimedia, vale-se não apenas de amplos espaços de papel, onde respira a sua ideografia (para ser vista na forma de uma frisa), mas ainda utiliza a veiculação da mensagem pelo caderno. É verossímel que o VT, onde tem realizado experiências, será uma outra extensão de seu processo. A sensibilização estética que denota nos caracteres homológicos de significantes/significados de seus carimbos pode despertar ricas reações de descoberta na disponibilidade mental do receptor.
ZANINI, Walter. Os carimbos de Carmela. Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 de julho de 1978. (disponível no site da artista).


quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Seth Siegelaub
New York, NY : Seth Siegelaub, 1969
artists' book ; wrappers ; offset-printed ; staple bound ; black-and-white ; 21.5 x 17.5 cm. ; [32] pp.
artists' book ; wrappers ; offset-printed ; staple bound ; black-and-white ; 21.5 x 17.5 cm. ; [32] pp.
A exposição que se realizou apenas no catálogo, durou apenas um mês. Esta é a capa do livro/catálogo de 1969, parecendo um calendário. Cada artista recebeu uma página, e o editor manteve em branco a página reservada ao artista que não enviou trabalhos.
Exhibition catalogue for exhibition that did not take place outside the printed catalogue. I.E. a purely conceptual exhibition. This time, he invited 31 contemporary artists (one for each day of the month of March 1969) to contribute a "work". What he got is what he printed, therefore a number of pages are blank. The contributions vary widely and wildly: Robert Barry, for example, promised to release two cubic feet of helium into the atmosphere sometime in the morning of the fifth; Stephen Kaltenbach submitted a series of philosophical statements about art; and Dewain Valentine described the creation of a Light Slab with Klieg lights in Central Park. Each artist was provided with a single page within the catalogue, representing a single day in the month of March 1969. Contributions are strictly text-based. Includes "works" by Terry Atkinson, Michel Baldwin, Robert Barry, Rick Barthelme, N.E. Thing Co., James Lee Byars, John Chamberlain, Ron Cooper, Barry Flanagan, Alex Hay, Douglas Huebler, Robert Huot, Stephen Kaltenbach, Joseph Kosuth, Christine Kozlov, Richard Long, Robert Morris, Claes Oldenburg, Dennis Oppenheim, Alan Ruppersberg, Robert Smithson, Dewain Valentine, Lawrence Weiner, Ian Wilson. Conceived / curated by Seth Siegelaub. Reference: "Six Years : The Dematerialization of the Art-Object from 1966-1972," Studio Vista, London, 1973, pp. 79-80.
domingo, 1 de março de 2009
Roman Cieslewicz
Esta colagem, feita com uma foto da pedra de rosetta, é do conhecido cartazista polonês. Ele tem uma grande produção de colagens e fotomontagens, que são menos conhecidas.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Artur Barrio
Esta imagem eu peguei no blog do Barrio, que eu descobri hoje. Tem outros trabalhos dele que são pouco conhecidos, vale a pena.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Bruno Munari









Guardiamoci negli occhi/ Look into my Eyes, Corraini Edizioni, 1992
Con segni di diverso tipo vengono costruiti volti dalle caratteristiche più diverse.
"all these pages can be mixed up so as to vary their order. they can
be put into small groups to change the colour of the eyes of almost all the
drawings. just like in reality, everyone who sees the world through the same
eyes will not have any particular comments to make. only people who see the
world differently can offer information that will widen another's perspective.
so mix the drawings round, change the colour of the eyes, let's get used to
seeing the world through other people's eyes."
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Flávio de Carvalho
(esta capa foi publicada no livro ABZ, more alphabets and other signs, editado por Julian Rothenstein e Mel Gooding)
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Martin Pedersen
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Luiz Henrique Schwanke
Sem título, 257x17,7 cm, nanquim sobre papel, 1980.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Paul Valéry
Uma página é uma imagem. Ela produz uma impressão global, apresenta um bloco ou um sistema de blocos e estratos, pretos e brancos, uma mancha com figura e intensidade mais ou menos bem resolvidas. Essa segunda maneira de ver, não mais sucessiva e linear e progressiva como a leitura, mas imediata e simultânea, permite aproximar a tipografia da arquitetura, assim como, há pouco, a leitura poderia ter lembrado a música melódica e todas as artes que esposam o tempo.
As Duas Virtudes de um Livro. Paul Valéry (1871-1945)
Tradução de Dorothée de Bruchard, disponível em http://escritoriodolivro.com.br/
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Fluxus
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Rute Gusmão
Uma escolha entre infinitas possibilidades [One choice among infinite possibilities]Discussions on the choice process in artistic creation 1980 Number printed: 17*.
Treze escolhas arbitrárias [Thirteen arbitrary choices]
Discussions on the choice process in artistic creation 1981 Number printed: 17 *.
Trapézios [Trapezes]
Three-dimensional exercise using the trapeze shape 1982 Number printed: 17*.
ABC dos triângulos [Triangles ABC]
Discussions on geometric abstraction and choice 1984 Number printed: 5.
Na página da artista, tem mais informações sobre estes trabalhos
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