quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Além da Biblioteca

Frestas, livro de Edith Derdyk

A exposição Além da Biblioteca reúne obras que encontram sua configuração ideal no livro, evidenciando dois aspectos deste objeto: sua forma e seu conteúdo funcional.

Os trabalhos apresentados levantam especificidades formais do livro, que não deve ser visto como mero objeto, e sim como uma sequência de espaços, na definição de Ulises Carrión. As obras aqui expostas exploram a espacialidade do livro com a naturalidade de quem pertence ao universo criado por esse objeto, que é ao mesmo tempo mundano e enigmático.

Ao mesmo tempo que suporte e forma, o livro está presente nessas obras também com suas diferentes funções dentro do nosso cotidiano, afinal, este é o objeto usado pelas idéias como meio e veículo. Além da Biblioteca apresenta o atlas geográfico, o álbum de figurinhas, o dicionário, a enciclopédia, o romance, o caderno de desenho, o caderno de partitura, o livro de poesia, o flip-chart, e por aí vai.

Ao lançar um olhar sobre obras de arte que são livros, Além da Biblioteca disponibiliza ao público um recorte significativo da produção de arte contemporânea, respeitando as necessidades expositivas peculiares do livro de artista.

Ana Luiza Fonseca
Curadora

Lista de artistas
Ana Luiza Dias Batista
Coletivo Zine Parasita
Daniel Escobar
Edith Derdyk
Fabio Morais
Jorge Macchi
Lucia Mindlin Loeb
Marcius Galan
Marilá Dardot
Nicolás Páris
Odires Mlászho

Serviço
Abertura: 30 de julho, sábado
Museu Lasar Segall
Exposição: de 30 de julho a 23 de outubro de 2011
Horário: de terça a sábado e feriados das 14h às 19h, domingos das 14h às 18h

cartaz do filme True Grit

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Asger Jorn & Guy Debord

Asger Jorn, Guy Debord, FIN DE COPENHAGUE




O livro de artista de Guy Debord, com litografias de Asger Jorn, publicado originalmente em 1957 com tiragem de 200 exemplares, foi reeditado, e está disponível integralmente em PDF.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Milton Cipis

Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Propaganda do Paraná
Designers Hugo Kovadloff, Cláudio Novaes & Milton Cipis, 1989

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brian Kennon

Black and White Reproductions of the Abstract Expressionists






The entire body work of by the Abstract Expressionists is reduced down into a canon of 13 paintings by 13 artists, then reduced even further by being reproduced in black and white (with the paintings true colors indexed neatly around the edges).

http://www.2ndcannons.com/f_books.html

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Marcel Broodthaers

auto-retrato do artista





la salle blanche

a obra reproduz dois comodos da casa & atelie do artista, que foram transformados em museu durante alguns meses em 1969 (Museum of Modern Art, Departement des Aigles). os móveis e objetos foram substituídos pelos seus respectivos nomes.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Zao Wou-Ki





Je ne parle pas un mot de français. Michaux pas un mot de chinois. On se comprend très bien. Notre langage commun, c’était la peinture.
l’art de Michaux, même quand il est peint, est un art de l’Ecrit. D’où cette fascination pour l’encre qui symbolise à elle seule le point de rencontre entre écriture et peinture. D’où cet intérêt constant pour la calligraphie chinoise où un caractère est à lui seul poème et dessin.
J’admirais beaucoup, de mon côté, le graphisme de Michaux, la liberté de son trait, l’originalité de ses idéogrammes occidentaux, coupés de toute signification sémantique. Son art est lié à une certaine façon d’écrire, à l’invention d’un vocabulaire de signes qui n’appartiennent qu’à lui.
Zao Wou-Ki



Eu não falo uma palavra de francês. Michaux não fala uma palavra de chinês. Nos compreendemos muito bem. Nossa linguagem comum é a pintura.
A arte de Michaux, mesmo quando ele pinta, é uma arte da escrita. De onde vem esta fascinação pela tinta que simboliza por si mesma o ponto de encontro entre a escritura e a pintura. De onde seu interesse pela caligrafia chinesa onde um caractere é ao mesmo tempo poema e desenho.
Eu admiro muito, de minha parte, o grafismo de Michaux, a liberdade de seu traço, a originalidade de seus ideogramas ocidentais, livres de toda significação semântica. Sua arte é ligada a uma certa maneira de escrever, à invenção de um vocabulário de signos que não pertencem a mais ninguém a não ser a ele.
Zao Wou-Ki

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fred Woodward


 Leonardo DiCaprio (2000)
 David Letterman

 David Lynch

Tobey Maguire

Alguns exemplos de lettering criados para a Rolling Stone, no período em que ele foi diretor de arte da revista. Veja mais no site da AIGA. Abaixo, páginas de abertura de uma entrevista, em que o tradicional lettering foi substituído pelos retratos dos membros da banda: Crosby, Stills, Nash & Young.


(imagens do blog http://pictureyear.blogspot.com/2008/07/blog-post.html)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pierre Soulages


Encontrei esse livro hoje que mostra o ateliê do Pierre Soulages, com destaque para os pincéis que ele inventou para pintar telas de quatro metros.

Arnaldo Antunes





xxiv bienal de sp

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Davi Det Hompson


Material de divulgação da livraria Other Books & So, de Ulises Carrión. O espaço abrigava todo tipo de livro, inclusive não-livros, antilivros, pseudo-livros e quase-livros.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aldo Manuzio


Nos primóridios da tipografia, os livros imitavam os manuscritos. Nos dois exemplos acima, Aldus Manutius deixava um espaço em branco na página para que a capitular fosse feita manualmente.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jenniffer Tee



E*V*O*L E*Y*E LAND*S-END (2004)
Author(s): Xander Karskens, Ann Demeester, Stijn Huijts
Edited and designed by: Jennifer Tee i.c.w Richard Niessen
Published by: Artimo, NL 
 The Jennifer Tee EVOL EYE LAND-S END book is made in the summer of 2004 as part of Tee’s contribution to the São Paulo Bienial, and is the result of an extensive collaboration between Jennifer Tee and graphic designer Richard Niessen. It is selected as one of the best Dutch book designs of 2004, and is for sale at galerie Fons Welters. The book consists of 8 booklets that are randomly bound. Each booklet has its own design, using one of the 4 typefaces that Niessen specially made for this project. One of the booklets contains an enormous panorama of Jennifer Tee’s work, in combination with the 4 typefaces. One of the typefaces was later developed into the Eye-vi font
 (eu vi essa preciosidade na biblioteca do Mam/SP, o livro tem impressão em cores especiais, e uma quantidade enorme de texturas e imagens sobrepostas)


quinta-feira, 7 de julho de 2011