sábado, 21 de março de 2009

Jirí Kolar

Gersaints Aushängeschild
Praga, 1966
24,3 x 17,2 cm, [40] p.
Coleção Arrigo Lora Totino, Torino


Na página à esquerda, poema em homenagem a Lucio Fontana. Na outra página, um poema com as letras do nome Mondrian formando um desenho. O livro inteiro foi composto em uma máquina de escrever. Um dos trabalhos mais bonitos é um poema com o nome de Albers que assume a forma de uma pintura da série Homenagem ao Quadrado.

 Albers

 Brancusi
Calder

 Pollock

quinta-feira, 19 de março de 2009

Carl Andre




Poemas do escultor norte-americano, da série "concrete poems".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Wolff Hieronymos von Bömmel

Cabrão e cão
De: "Gold-Schmieds Grillen", Nuremberg, século XVII

terça-feira, 17 de março de 2009

Giovanni Anselmo


Lire, 1996
A work devoted to the visual properties of the printed word. Taking the simple word, lire (read), Anselmo varies the size and scale on the page until a progression is established. As you flip through the book the word becomes smaller and then gradually larger and larger until the book concludes with a completely black page where the word is no longer readable. 80pp, 21×16cm, pbk, printed offset. Imshoot, Uitgevers for Affinites Selectives, Ghent, Belgium (1990)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Glauco Mattoso


Jornal Dobrabil
Alguns excertos do Jornal Dobrabil, publicados na revista 34 Letras:
A obra é um roubo. O leitor é um bobo. O autor é um ladrão. A autoria é uma usurpação. A criação é uma fraude. Criatividade é repertório. Imaginação é memória. Idéia não é propriedade. (número 2, 1977)

UM JORNAL SEM NOVIDADES. JD não é o primeiro a dar as últimas, nem o último a dar as primeiras. JD só dá matéria de segunda mão, embora com segundas intenções. O único furo do JD é de tanto bater. Que o digam o seu vizinho direito do datilógrafo, o "o" minúsculo e o caralho. JD: SEMPRE NA MESMA TECLA. (número 16,1977)

JD não se responsabiliza pelos conceitos assinados. Aliás, JD não se responsabiliza nem pelas assinaturas... JD: O JORNAL QUE ASSINA O LEITOR. (número 19,1977)

"Entrei na de vocês e estou mandando uns pensamentos que surrupiei do Pascal. Quem sabe vocês conseguem contrabandeá los como produto marxista." Luiz Carlos MacieI, Rio, RJ.

(Mas quem disse que queremos impingir Pascal por Marx? Isto, por exemplo "É muito melhor conhecer algo acerca de tudo que tudo acerca de uma coisa só: o universal é sempre melhor." só tem graça se for assinado por Rockefeller. Marx assinaria melhor algo como "É preferível ser dono de um valentão que escravo de dois." Pedro o Podre) (número 19,1977)

A crítica é a arte de avaliar a arte. Como a arte não vale nada, a crítica é inútil. Sendo inútil, é necessariamente uma arte e igualmente importante. Dar lhe a devida importância consiste, pois, em não levá-la a sério. (número 15, 1977)

Glauco Mattoso é poeta, ensaísta,ficcionista e desenhista. Seus últimos livros publicados são: Rockabillyrcy, de 1988 (poesia); A estrada do roqueiro: raízes, ramos & rumos do rock brasileiro, de 1988 (ensaio); As solas do sádico, de 1990 (ficção); As aventuras de Glaucomix, o pedólatra, de 1989, em parceria com Marcatti (história em quadrinhos).

quinta-feira, 12 de março de 2009

Raul Pederneiras


O caricaturista carioca Raul Pederneiras (1874-1953) é o autor destes onomatogramas, figuras formadas pelos nomes de pessoas. Imagens publicadas na excelente revista tupigrafia, em sua quinta edição. No acervo da Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, tem uma palestra dele: O desenho da palavra, conferência pronunciada na Biblioteca Nacional, em 18 de dezembro de 1917, sobre estética da escrita.

quarta-feira, 11 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Carmela Gross







Os carimbos de Carmela - Walter Zanini 1/1/1978


As perspectivas abertas para uma investigação nos limites entre o signo e a escritura caracterizam agora a atividade de Carmela Gross, sobrepondo-se às consecutivas e interdependentes fases anteriores marcadas por um apurado espírito construtivo. Essa obra passada desenvolvera-se numa atmosfera ascética - quase impertubada pela necessidade da comunicação - variantes morfológicas que ressaltavam a tendência constante ao estudo do espaço por um ajuste de soluções gráficas e texturalidades. Embora o rigor esquemático das organizações geométricas então obtidas, a desenhista infiltrava valores menos determinados, que são específicos, da sensibilidade, fazendo surgir exíguas mutabilidades nas suas séries de representações sincrônicas. Dessa pesquisa precedente transfere-se para o atual estado o elemento fundamental da repetição da imagem. A situação é, entretanto, drasticamente diferenciada pela natureza e função dos novos agentes frequentadores de seu espaço: sinais gráficos idênticos e alinhavados na forma de campos unitários de leitura. Estes signos são previamente desenhados para reprodução através do carimbo - um dos média (ou submédia) de mais rápida expansão na área de criatividade oposta à arte institucionalizada. Normalmente manipulado para fins burocráticos, a autora serve-se de sua praxis - a automatização do gesto - para a definição da uniformidade da leitura sígnica. Dentro das muitas alternativas mudialmente exploradas pelas poéticas semióticas, nota-se que Carmela Gross obedece antes de mais nada a uma problemática própria derivada de sua densa e continua reflexão das qualidades imanentes do desenho. É atualmente alguém que se envolve profundamente no comportamento da arte como linguagem e que, operando no plano dos multimedia, vale-se não apenas de amplos espaços de papel, onde respira a sua ideografia (para ser vista na forma de uma frisa), mas ainda utiliza a veiculação da mensagem pelo caderno. É verossímel que o VT, onde tem realizado experiências, será uma outra extensão de seu processo. A sensibilização estética que denota nos caracteres homológicos de significantes/significados de seus carimbos pode despertar ricas reações de descoberta na disponibilidade mental do receptor.


ZANINI, Walter. Os carimbos de Carmela. Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 de julho de 1978. (disponível no site da artista).


quarta-feira, 4 de março de 2009

Lee Se Young


Trabalho de um designer coreano, publicado na revista Idea

segunda-feira, 2 de março de 2009

Seth Siegelaub

1969 March 1969 [One Month]
New York, NY : Seth Siegelaub, 1969
artists' book ; wrappers ; offset-printed ; staple bound ; black-and-white ; 21.5 x 17.5 cm. ; [32] pp.

A exposição que se realizou apenas no catálogo, durou apenas um mês. Esta é a capa do livro/catálogo de 1969, parecendo um calendário. Cada artista recebeu uma página, e o editor manteve em branco a página reservada ao artista que não enviou trabalhos.


Exhibition catalogue for exhibition that did not take place outside the printed catalogue. I.E. a purely conceptual exhibition. This time, he invited 31 contemporary artists (one for each day of the month of March 1969) to contribute a "work". What he got is what he printed, therefore a number of pages are blank. The contributions vary widely and wildly: Robert Barry, for example, promised to release two cubic feet of helium into the atmosphere sometime in the morning of the fifth; Stephen Kaltenbach submitted a series of philosophical statements about art; and Dewain Valentine described the creation of a Light Slab with Klieg lights in Central Park. Each artist was provided with a single page within the catalogue, representing a single day in the month of March 1969. Contributions are strictly text-based. Includes "works" by Terry Atkinson, Michel Baldwin, Robert Barry, Rick Barthelme, N.E. Thing Co., James Lee Byars, John Chamberlain, Ron Cooper, Barry Flanagan, Alex Hay, Douglas Huebler, Robert Huot, Stephen Kaltenbach, Joseph Kosuth, Christine Kozlov, Richard Long, Robert Morris, Claes Oldenburg, Dennis Oppenheim, Alan Ruppersberg, Robert Smithson, Dewain Valentine, Lawrence Weiner, Ian Wilson. Conceived / curated by Seth Siegelaub. Reference: "Six Years : The Dematerialization of the Art-Object from 1966-1972," Studio Vista, London, 1973, pp. 79-80.

domingo, 1 de março de 2009

Roman Cieslewicz

portrait de carole naggar, 1978

Esta colagem, feita com uma foto da pedra de rosetta, é do conhecido cartazista polonês. Ele tem uma grande produção de colagens e fotomontagens, que são menos conhecidas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Artur Barrio

Esta imagem eu peguei no blog do Barrio, que eu descobri hoje. Tem outros trabalhos dele que são pouco conhecidos, vale a pena.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mohammad Ehsaee



Outras pinturas, assim como caligrafias e cartazes podem ser vistos no site deste artista iraniano.

Paulo Bruscky



Poazia

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Bruno Munari










Guardiamoci negli occhi/ Look into my Eyes, Corraini Edizioni, 1992

Con segni di diverso tipo vengono costruiti volti dalle caratteristiche più diverse.

"all these pages can be mixed up so as to vary their order. they can
be put into small groups to change the colour of the eyes of almost all the
drawings. just like in reality, everyone who sees the world through the same
eyes will not have any particular comments to make. only people who see the
world differently can offer information that will widen another's perspective.
so mix the drawings round, change the colour of the eyes, let's get used to
seeing the world through other people's eyes."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Flávio de Carvalho

Capa do livro de Raul Bopp, Cobra Norato, 1931
(esta capa foi publicada no livro ABZ, more alphabets and other signs, editado por Julian Rothenstein e Mel Gooding)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Martin Pedersen


cartaz tipográfico.

A figura é definida apenas pela sombra. A cor do fundo invade a área da figura, e as sombras se convertem em elementos compositivos, ganham individualidade, graças ao uso inteligente da cor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009