terça-feira, 31 de março de 2009

Guto Lacaz


Eu te Omo


orgasmo múltiplo

páginas do livro InVeja, 2007
O Guto Lacaz está com um site novo, com muito material que eu desconhecia. Tem a produção de Artes Plásticas, que inclui os objetos, instalações e performances (este foi meu primeiro contato com sua obra, nas páginas da revista Chiclete com Banana, nos anos 80) e uma parte Gráfica, com logotipos, cartazes, livros.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Alan Fletcher





Colagens para um calendário chinês: o Ano do Dragão, da Serpente e do Cavalo.
(do livro Picturing & Poeting, Phaidon, 2006)

domingo, 29 de março de 2009

Marcel Broodthaers

Marcel BROODTHAERS: Mademoise. 1986. Artist book. 42 pages, text and drawings reproduced in facsimle. Bound with a ribbon. 20.8x14.6 cm. Galerie Laage-Salomon, Paris, 1986. Edition of 300 copies. 1st edition of the original manuscript by M. Broodthaers written in Dusseldrof in 1972.


Este livro de artista não possui imagens, a não ser as evocadas pelo texto. É um livro auto-referente que só pode ser decodificado pela leitura do livro inteiro para encontrar a informação necessária e entender as referências. Parece um caderno de criança, com páginas pautadas e uma escrita arredondada. Travessuras aparecem em todas as páginas. Na primeira, um elefante deixou uma mancha, na segunda, o número da página foi escondido ou roubado por outro inseto ou animal, e a terceira página está vazia (exceto pelo texto explicativo) porque a jibóia que estava lá escapou através de um buraco no papel feito pelo rato que estava na página quatro. Um crocodilo comeu a página seis e na página sete uma abelha sai voando e continua até a página catorze. Todas as explicações para os problemas são baseadas na atitude de Broodthaers de tomar o livro literalmente como um objeto espacializado, que serve de suporte para a atividade destes bichos. (de acordo com a Johanna Drucker, p 183, The Century of Artists´Books.)

Claude Closky





100 fotografias que não são fotografias de cavalos

sábado, 28 de março de 2009

Lucia Marcucci


La Nazione, 1967
técnica mista, 23,5 x 17 cm


Poesia visiva italiana, que encontrei no site da Fundação Berardelli

terça-feira, 24 de março de 2009

Arrigo Lora Totino

Biblioteca de Babel, 1973
colagem, 70,5 x 101 cm
(Acervo do Museo di arte moderna e contemporanea di Trento e Rovereto)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Octavio Paz

DECIR:HACER

(a Roman Jacobson)

Entre lo que veo y digo,
entre lo que digo y callo,
entre lo que callo y sueño,
entre lo que sueño y olvido,
la poesia.
Se desliza
entre el sí y el no:
dice lo que callo,
calla lo que digo,
sueñalo que olvido.
No es un decir:
es un hacer.
Es un hacer
que es un decir.
La poesia se dice y se oye:
es real.
Y apenas digo
ES REAL,
se disipa.
Así es más real ?

Idea palpable,
palabraimpalpable:
la poesia va y viene
entre lo que es
y lo que no es.
Teje reflexos
Y los desteje.
La poesia
siembra ojos en la página,
siembra palabras en los ojos.
Los ojos hablan,
las palabras miran,
las miradas piensan.
Oír
los pensamientos,
ver
lo que decimos,
tocar el cuerpo de la idea.
Los ojos se cierran,
las palabras se abren.

domingo, 22 de março de 2009

Beto Shwafaty

30x42cm, nankin on magazine cover


Trabalhos da série "Reevaluating Media", 2008. Outros trabalhos da série foram publicados nesta revista, com comentários sobre o consumismo e contra-propaganda: http://www.itch.co.za/?article=81



sábado, 21 de março de 2009

Jirí Kolar

Gersaints Aushängeschild
Praga, 1966
24,3 x 17,2 cm, [40] p.
Coleção Arrigo Lora Totino, Torino


Na página à esquerda, poema em homenagem a Lucio Fontana. Na outra página, um poema com as letras do nome Mondrian formando um desenho. O livro inteiro foi composto em uma máquina de escrever. Um dos trabalhos mais bonitos é um poema com o nome de Albers que assume a forma de uma pintura da série Homenagem ao Quadrado.

 Albers

 Brancusi
Calder

 Pollock

quinta-feira, 19 de março de 2009

Carl Andre




Poemas do escultor norte-americano, da série "concrete poems".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Wolff Hieronymos von Bömmel

Cabrão e cão
De: "Gold-Schmieds Grillen", Nuremberg, século XVII

terça-feira, 17 de março de 2009

Giovanni Anselmo


Lire, 1996
A work devoted to the visual properties of the printed word. Taking the simple word, lire (read), Anselmo varies the size and scale on the page until a progression is established. As you flip through the book the word becomes smaller and then gradually larger and larger until the book concludes with a completely black page where the word is no longer readable. 80pp, 21×16cm, pbk, printed offset. Imshoot, Uitgevers for Affinites Selectives, Ghent, Belgium (1990)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Glauco Mattoso


Jornal Dobrabil
Alguns excertos do Jornal Dobrabil, publicados na revista 34 Letras:
A obra é um roubo. O leitor é um bobo. O autor é um ladrão. A autoria é uma usurpação. A criação é uma fraude. Criatividade é repertório. Imaginação é memória. Idéia não é propriedade. (número 2, 1977)

UM JORNAL SEM NOVIDADES. JD não é o primeiro a dar as últimas, nem o último a dar as primeiras. JD só dá matéria de segunda mão, embora com segundas intenções. O único furo do JD é de tanto bater. Que o digam o seu vizinho direito do datilógrafo, o "o" minúsculo e o caralho. JD: SEMPRE NA MESMA TECLA. (número 16,1977)

JD não se responsabiliza pelos conceitos assinados. Aliás, JD não se responsabiliza nem pelas assinaturas... JD: O JORNAL QUE ASSINA O LEITOR. (número 19,1977)

"Entrei na de vocês e estou mandando uns pensamentos que surrupiei do Pascal. Quem sabe vocês conseguem contrabandeá los como produto marxista." Luiz Carlos MacieI, Rio, RJ.

(Mas quem disse que queremos impingir Pascal por Marx? Isto, por exemplo "É muito melhor conhecer algo acerca de tudo que tudo acerca de uma coisa só: o universal é sempre melhor." só tem graça se for assinado por Rockefeller. Marx assinaria melhor algo como "É preferível ser dono de um valentão que escravo de dois." Pedro o Podre) (número 19,1977)

A crítica é a arte de avaliar a arte. Como a arte não vale nada, a crítica é inútil. Sendo inútil, é necessariamente uma arte e igualmente importante. Dar lhe a devida importância consiste, pois, em não levá-la a sério. (número 15, 1977)

Glauco Mattoso é poeta, ensaísta,ficcionista e desenhista. Seus últimos livros publicados são: Rockabillyrcy, de 1988 (poesia); A estrada do roqueiro: raízes, ramos & rumos do rock brasileiro, de 1988 (ensaio); As solas do sádico, de 1990 (ficção); As aventuras de Glaucomix, o pedólatra, de 1989, em parceria com Marcatti (história em quadrinhos).

quinta-feira, 12 de março de 2009

Raul Pederneiras


O caricaturista carioca Raul Pederneiras (1874-1953) é o autor destes onomatogramas, figuras formadas pelos nomes de pessoas. Imagens publicadas na excelente revista tupigrafia, em sua quinta edição. No acervo da Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, tem uma palestra dele: O desenho da palavra, conferência pronunciada na Biblioteca Nacional, em 18 de dezembro de 1917, sobre estética da escrita.

quarta-feira, 11 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009