sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Ulises Carrión
A Nova Arte de Fazer livros (excerto)
A LEITURA
Para ler a velha arte, basta conhecer o alfabeto.
Para ler a nova arte devemos apreender o livro como uma estrutura, identificar seus elementos e compreender sua função.
Podemos ler a velha arte acreditando que a entendemos, e podemos estar errados.
Tal engano é impossível na nova arte. Você só pode ler se você compreender.
Na velha arte todos os livros são lidos da mesma maneira.
Na nova arte cada livro requer uma leitura diferente.
Na velha arte, ler a última página leva tanto tempo quanto ler a primeira.
Na nova arte o ritmo da leitura muda, aumenta, acelera.
Para compreender e apreciar um livro da velha arte é necessário lê-lo completamente. Na nova arte você NÃO precisa ler o livro inteiro.
A leitura pode parar no momento em que você compreendeu a estrutura total do livro.
A nova arte torna possível uma leitura mais rápida do que os métodos de leitura dinâmica.
Existem métodos de leitura dinâmica porque os métodos de escrita são demasiado lentos.
Ler um livro é perceber sequencialmente sua estrutura.
A velha arte ignora a leitura.
A nova arte cria condições específicas de leitura.
O mais longe que a velha arte chegou, foi levar em consideração seus leitores, o que já foi longe demais.
A nova arte não discrimina leitores; não se dirige aos viciados em leitura nem tenta roubar o público da televisão.
Para poder ler a nova arte, e para compreendê-la, você não precisa gastar cinco anos em uma faculdade de letras.
Para ser apreciados, os livros da nova arte não necessitam de cumplicidade sentimental e/ou intelectual dos leitores em matéria de amor, política, psicologia, geografia, etc.
A nova arte apela para a habilidade que cada homem possui para compreender e criar signos e sistemas de signos.
El Arte Nuevo de Hacer Libros, do artista e poeta mexicano Ulises Carrión foi publicado na revista Plural em fevereiro de 1975. The New Art of Making Books foi publicado em Kontexts no. 6-7, 1975, e impresso pelo Center for Book Arts nesse mesmo ano, a pedido do autor e distribuído gratuitamente para os membros do Centro. Ulises iniciou a livraria Other Books and So em Amsterdam em 1975. Ele faleceu em 1989. Este ensaio também foi publicado em Joan Lyons, Ed. ARTISTS' BOOKS: A Critical Anthology and Sourcebook, Visual Studies Workshop, 1985, 1993, e em Guy Schraenen: Ulises Carrión. We have won! Haven't we?, Amsterdam, 1992. O texto em inglês está disponível em http://www.centerforbookarts.org/, foi capturado em 30/06/2004 e traduzido para o português em março de 2005.
A LEITURA
Para ler a velha arte, basta conhecer o alfabeto.
Para ler a nova arte devemos apreender o livro como uma estrutura, identificar seus elementos e compreender sua função.
Podemos ler a velha arte acreditando que a entendemos, e podemos estar errados.
Tal engano é impossível na nova arte. Você só pode ler se você compreender.
Na velha arte todos os livros são lidos da mesma maneira.
Na nova arte cada livro requer uma leitura diferente.
Na velha arte, ler a última página leva tanto tempo quanto ler a primeira.
Na nova arte o ritmo da leitura muda, aumenta, acelera.
Para compreender e apreciar um livro da velha arte é necessário lê-lo completamente. Na nova arte você NÃO precisa ler o livro inteiro.
A leitura pode parar no momento em que você compreendeu a estrutura total do livro.
A nova arte torna possível uma leitura mais rápida do que os métodos de leitura dinâmica.
Existem métodos de leitura dinâmica porque os métodos de escrita são demasiado lentos.
Ler um livro é perceber sequencialmente sua estrutura.
A velha arte ignora a leitura.
A nova arte cria condições específicas de leitura.
O mais longe que a velha arte chegou, foi levar em consideração seus leitores, o que já foi longe demais.
A nova arte não discrimina leitores; não se dirige aos viciados em leitura nem tenta roubar o público da televisão.
Para poder ler a nova arte, e para compreendê-la, você não precisa gastar cinco anos em uma faculdade de letras.
Para ser apreciados, os livros da nova arte não necessitam de cumplicidade sentimental e/ou intelectual dos leitores em matéria de amor, política, psicologia, geografia, etc.
A nova arte apela para a habilidade que cada homem possui para compreender e criar signos e sistemas de signos.
El Arte Nuevo de Hacer Libros, do artista e poeta mexicano Ulises Carrión foi publicado na revista Plural em fevereiro de 1975. The New Art of Making Books foi publicado em Kontexts no. 6-7, 1975, e impresso pelo Center for Book Arts nesse mesmo ano, a pedido do autor e distribuído gratuitamente para os membros do Centro. Ulises iniciou a livraria Other Books and So em Amsterdam em 1975. Ele faleceu em 1989. Este ensaio também foi publicado em Joan Lyons, Ed. ARTISTS' BOOKS: A Critical Anthology and Sourcebook, Visual Studies Workshop, 1985, 1993, e em Guy Schraenen: Ulises Carrión. We have won! Haven't we?, Amsterdam, 1992. O texto em inglês está disponível em http://www.centerforbookarts.org/, foi capturado em 30/06/2004 e traduzido para o português em março de 2005.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Piero Manzoni
In April 1961, in Rome, in a manifestation at the Galleria La Tartaruga, Piero Manzoni began to sign people (nude models or visitors) changing them into works of art. Manzoni's Living Sculptures ("Sculture viventi") were completed by a declaration of authenticity. A red stamp certified that the subject was a whole work of art for life. A yellow stamp limited the artistic status to a body part, while a green one meant that the individual signed was a work of art under certain circumstances (i.e. only while sleeping or running).Finally a purple stamp stuck on the receipt of authenticity meant that the service was paid for. The transformation of the human bodies in a "living sculpture" is the aim of the Magic Base ("Base Magica"). As long as any person (or any object) stays on the plinth, she (or it) is a work of art. The "Socle du Monde" (an upside down magic base made of iron) holds on its bearing surface the entire world. Everything is now recognised as a work of art. (http://www.pieromanzoni.org)
Living Sculpture, 1961
Em abril de 1961, em Roma, em uma manifestação na Galleria La Tartaruga, Piero Manzoni começou a assinar as pessoas (modelos nuas ou visitantes) transformando-os em obras de arte. As "Esculturas Vivas" de Manzoni ("Sculture viventi") foram completadas por uma declaração de autenticidade. Um selo vermelho certificava que o sujeito era uma obra de arte para a vida toda. Um selo amarelo limitava o status artístico para uma parte do corpo, enquanto um verde significava que o indivíduo assinado foi uma obra de arte em determinadas circunstâncias (ou seja, apenas enquanto dormia ou corria). Finalmente, um carimbo roxo colocado no recibo de autenticidade indicava que o serviço foi pago. A transformação de corpos humanos em uma "escultura viva" é o objetivo da Base Mágica. Enquanto qualquer pessoa (ou qualquer objeto) permanecer no pedestal, ela (ou ele) é uma obra de arte. A "Socle du Monde" (uma base mágica feita de ferro, colocada de cabeça para baixo) detém a superfície do mundo todo. Tudo agora é reconhecido como uma obra de arte.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Claudio Gil
Esta é uma página da nova edição da Tupigrafia, uma das melhores revistas que conheço. Outros trabalhos de Cláudio Gil podem ser vistos no blog dele.segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Museu da Língua Portuguesa
No domingo, eu e a Dani encontramos o Fábio, meu irmão, e fomos com o Tuneu e o Gui visitar o Museu da Língua Portuguesa. É muito bom, vale a pena a visita, mas precisa de tempo p/ ver tudo. Recomendo ir direto no último andar ver um vídeo de 10 minutos e a seguir uma projeção de 20 minutos.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Logotipo

OK, não é um logotipo, mas os pictogramas dos Jogos Olímpicos de 2008- Pequim.
Os desenhos ficaram com cara de moedas milenares chinesas, do tipo que se usa para jogar I-Ching.
Os desenhos ficaram com cara de moedas milenares chinesas, do tipo que se usa para jogar I-Ching.
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Frank O´Hara
Why I'm not a painter
I am not a painter, I am a poet.
Why? I think i would rather be
a painter, but I am not. Well,
for instance, Mike Goldberg
is starting a painting. I drop in.
"Sit down and have a drink" he
says. I drink; we drink. I look
up. "You have SARDINES in it."
"Yes, it needed something there."
"Oh." I go and the days go by
and I drop in again. The painting
is going on, and i go, and the days
go by. I drop in. The painting is
finished. "Where's SARDINES?"
All that's left is just
letters, "It was too much," Mike says.
But me? One day I am thinking of
a color: orange. I write a line
about orange. Pretty soon it is a
whole page of words, not lines.
Then another page. There should be
so much more, not of orange, of
words, of how terrible orange is
and life. days go by. It is even in
prose, I am a real poet. My poem
is finished and i haven't mentioned
orange yet. Its twelve poems, I call
it ORANGES. And one day in a gallery
I see Mike's painting, called SARDINES.
Porque não sou um pintor
Eu não sou um pintor, sou poeta.
Por quê? Acho que eu poderia ser
um pintor, mas não sou. Bem,
por exemplo, Mike Goldberg está
começando uma pintura. Eu chego.
“Sente e tome algo” ele diz.
Eu bebo; nós bebemos. Dou uma olhada
“Você tem SARDINHAS aqui.”
“Sim, precisava pôr algo.”
“Oh.” Eu vou, os dias passam
e eu volto. A pintura vai,
eu vou, e os dias vão.
Eu volto. A pintura está
pronta. “Cadê as SARDINHAS?"
Só restaram algumas letras.
“Estavam sobrando”, diz Mike.
E eu? Um dia estava pensando
em uma cor: laranja. Escrevi uma linha
sobre o laranja. Logo havia uma página
inteira cheia de palavras, não linhas.
Então outra página. Haveria muito mais,
não laranja, mas
palavras, como a vida e o laranja
são terríveis. dias passam. Mesmo
em prosa, sou um bom poeta. Meu poema
está pronto e ainda não mencionei o laranja.
São doze poemas, eu chamo de LARANJAS. E um dia
em uma galeria vejo a pintura de Mike, chamada SARDINHAS.
tradução de Amir Brito Cadôr
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
René Magritte
Acima, reprodução de "Les mots et les images", publicado em 1929 na revista Revolution Surrealiste. Um fragmento deste texto é citado por Michel Foucault em "Isto não é um cachimbo".
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
A Linguagem dos Pássaros
Turquia, séc. XIX
Bismillah em forma de pássaro
Jorge Luís Borges em A Aproximação a Almotásim, do livro "Ficções"
Bismillah em forma de pássaro"O remoto rei dos pássaros, o Simorg, deixa cair no centro da China uma pluma
esplêndida. Cansados de sua anarquia, eles vão em busca de seu rei. Sabem que
sua fortaleza está no Káf, a montanha circular que rodeia a Terra. Empreendem a
quase infinita aventura; superam sete vales, ou mares; o nome do penúltimo é
Vertigem; o último se chama Aniquilação. Muitos peregrinos desertam; outros
perecem. Trinta, purificados pelos trabalhos, chegam à montanha do Simorg. Enfim
o contemplam..."
Jorge Luís Borges em A Aproximação a Almotásim, do livro "Ficções"
Arabalphabêtes, livro de Françoise Joire





Pássaro conhecido como "o falcão branco" levando uma mensagem para o místico Adelqadar Jilali. Caligrafia em relevo, utilizada na edição da editora Attar de "A Linguagem dos Pássaros".
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caligramas
terça-feira, 29 de julho de 2008
León Ferrari
Escritura, 1983Pastel sobre aglomerado - 1222 x 138,5 cm
Acervo Pinacoteca do Estado
Este trabalho fez parte da exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo, cujo catálogo ainda está disponível.
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