quinta-feira, 3 de julho de 2008

Peter Greenaway

The Pillow Book







Cenas do filme "O livro de Cabeceira", de Peter Greenaway, com caligrafias de Brody Neuenschwander.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Christian Dotremont & Pierre Alechinsky


Abrupte fable, 1976
Oost-Indische inkt en acrylverf op papier gekleefd op de linnen panelen van een vouwscherm
284 x 475 cm

Brassée sismographique, 1972
placard lithographique, 72 x 52 cm. Maeght éditeur, Paris.

Litogravuras de Dotremont & Alechinsky

terça-feira, 1 de julho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Wallace Stevens


















Série de colagens feitas em 2002.

Uma tradução do poema "O leitor" de Wallace Stevens


The Reader

All night I sat reading a book
Sat reading as if a book
Of sombre pages

It was autmn and falling stars
Covered the shrivelled forms
Crouched in the moonlight

No lamp was burning as I read,
A voice was mumbling. “Everything
Falls back to coldness

Even the musky muscadines,
The melons, the vermilion pears
Of the leafless garden.”

The sombre pages bore no print
Except the trace of burning stars
In the frosty heaven.

O leitor

A noite inteira eu sentei lendo um livro
Sentei lendo como se fosse um livro
De páginas sombrias

Era outono e as estrelas caíam
Cobrindo as formas enrugadas
Agachadas no luar

Nenhuma lâmpada queimava enquanto eu lia,
Uma voz murmurava: “Tudo
Volta para a indiferença

Até as muscadíneas almiscaradas
Os melões, as peras avermelhadas
Do jardim desfolhado.”

As páginas sombrias não deixaram marcas
Exceto o rastro de estrelas queimando
No céu congelado.

(tradução de Amir Brito Cadôr)

domingo, 29 de junho de 2008

Bruno Monguzzi

cartaz de Bruno Monguzzi, acima. O outro foi feito em homenagem aos 50 anos da Helvetica

sexta-feira, 27 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Paulo Bruscky

LIVROBJETOJOG0,1993
Botões de plástico, cerâmica e metal, zíper, linha de algodão e costura sobre tecidos de algodão 3 X 25 x 35,8 cm
Doação Ricardo Resende, 2001 -
Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo


O pernambucano Paulo Bruscky desafia os rótulos, ou seja, qualquer definição é insuficiente para definir esse artista nascido em Recife, em 1949. Multimídia, inventor, educador, poeta, fotógrafo, arquivista, editor, curador; enfim, em duas palavras: um artista contemporâneo. Como artista, sua obra é tão vasta quanto múltipla. Desde o final dos anos 1960, vem desenvolvendo suas idéias em projetos de performances, objetos, esculturas, instalações multimídia, livros de artista, poesia visual, fotografias, filmes, vídeos, assim como em varias invenções. Foi um dos pioneiros da arte postal no Brasil, e sua atividade intensa na rede de arte postal resultou num dos mais importantes arquivos de arte conceitual e multimídia do Brasil, que inclui trabalhos do Fluxus, do grupo japonês Gutai, John Cage, entre muitos outros artistas significativos na história da arte contemporânea. Muitos dos seus livros de artista foram amplamente distribuídos pelo correio forma de circulação artística marginal completamente alheia ao mercado e ao sistema da arte oficial.

Se meios e técnicas não definem sua prática artística, a dicotomia centro/periferia tampouco esclarece a vasta e diversificada face de uma obra que, não por acaso, só muito recentemente vem sendo mais conhecida. Observa se, em sua trajetória, que sua poética caminha lado alado com uma busca quase quixotesca da ampliação das sensibilidades, sempre incluindo mais interlocutores. À margem do sistema oficial de legitimação, orienta se para as bordas, na direção de um descentramento total de emissores e receptores de suas mensagens artísticas. Nos projetos desse artista, cuja influência do espírito Fluxus é notável, o cotidiano, em suas mais simples e insólitas situações, é capaz de propiciar sempre novas experiências.

Com a consciência da perda de um encantamento originário do mundo, Bruscky tenta ressuscitar o homo ludens adormecido em cada um de nós. Destrona o hegemônico valor econômico e elege, como guia de sua poética, a imaginação e o jogo aliados à irreverência e ao humor.

Cada exemplar dentre as centenas de livros de artista que realizou nos meios e técnicas dos mais variados seja como múltiplo ou como livro objeto único é mais um terreno aberto à experimentação. Nos seus livros, o aspecto lúdico e a experimentação sensível, tátil e olfativa, são, mais uma vez, significativos. Muitos de seus livros dirigem se às crianças, mas também a uma quase arquetípica experiência de infância que guardamos por toda a vida.

O Livrobjetojogo (1993) é um livro costurado com retalhos de tecidos coloridos, em suas páginas prendem-se aleatoriamente zíperes e fechos de formatos diversos. Os botões sugerem os gestos cotidianos de abrir e fechar e solicitam a ação de quem com eles interagem. A leitura desse livro é feita pelas mãos, convidadas a brincar em movimentos guiados pelo acaso, libertas dos automatismos dos gestos cotidianos. A percepção tátil desvencilha se, assim, da funcionalidade exata das ações práticas e resgata o que de mais sensível pode haver no desejo imemorial de ler o mundo.

(texto de Cristina Freire, no catálogo de Obras comentadas do mam/sp)

Tem uma matéria no Jornal da USP a respeito da mostra Ars Brevis, e uma galeria de imagens de Paulo Bruscky. Uma entrevista e outro texto, sobre os vídeos experimentais, para quem quer saber mais sobre esta figura rara.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Jean-Michel Basquiat








Basquiat teve uma mostra reunindo trabalhos em que as palavras são predominantes. Acima, a capa do catálogo, que tem um ensaio do curador Richard Marshall, e uma vista da exposição.








This excellent show concentrates on the cornerstones of Basquiat's art: language and a blocky, concise handwriting that amounts to a personal, almost digital typeface. The only images here are words, names, lists and phrases, often appropriated from odd places, like the index of a book on jazz or the title of a painting by Ter Borch. One nine-sheet work is simply a rewriting of the prolonged table of contents of "Moby-Dick," suggesting a kind of poem.

The exhibition presents paintings, drawings, and notebooks that feature only Basquiat's written words. The artist is well know for large, colorful works dense with gesture, collage, figures, symbols, and words; but this exhibition will be the first to exclusively feature Basquiat's unique and significant use of language. The exhibition will include works from the artist's entire career, dating from 1979 to 1988 (the year of his death).

For Jean-Michel Basquiat, the meaning of a word was not necessarily relevant to its usage because he employed words as abstract objects that can be seen as configurations of straight and curved lines that come together to form a visual pattern. Conversely, the artist also employed words and phrases that are loaded with meaning and reference, in particular those words related to racism, black history, and black musicians and athletes.

Basquiat's word paintings and drawings often appear to be a secret, coded language that the artist devised and left for the viewer to attempt to decipher. Basquiat acknowledged his manipulation of words, stating "I cross out words so you will see them more; the fact that they are obscured makes you want to read them." However, Basquiat's casual, random manner is deceptive, because on closer inspection his choice of words often coalesce into intelligent, meaningful, and cohesive thoughts and subjects.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Tuneu


fotografia do Tuneu, sítio arqueológico de São Raimundo Nonato, PI, 2006