quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Tuhgra

A assinatura real nos documentos do império otomano era feita por um calígrafo, não pelo rei. Esse estilo de caligrafia árabe, conhecido como tuhgra, é um desenho de difícil execução, para evitar a falsificação.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Viena, 1900
Monogramas de artistas vienenses do início do século. A imagem acima é a capa de um livro de François Baudot.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Omo Dei
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Escritos sobre o corpo
Este é um livro de artista formado por figuras femininas desenhadas com poucos tipos (letras, números e sinais). As figuras são evocadas, como em um poema, mais do que descritas.





A associação entre corpo e escrita é uma alusão ao erotismo que aparece em muitas obras de artistas surrealistas, como as fotografias de Man Ray (1890–1976). Utilizei como modelo as pin ups, que serviram de inspiração para os pintores do pós-guerra, notadamente artistas da pop art. O detalhe anatômico ampliado é comum nas pinturas que fazem parte da série “o grande nu americano”, de Tom Wesselman (1931-2004).
Alguns dos desenhos desta série são parecidos com pinturas em preto e branco recentes de Julian Opie (1958), em que a simplificação da figura humana o leva a desenhar com um contorno grosso.
Ver também The erotics of type





A associação entre corpo e escrita é uma alusão ao erotismo que aparece em muitas obras de artistas surrealistas, como as fotografias de Man Ray (1890–1976). Utilizei como modelo as pin ups, que serviram de inspiração para os pintores do pós-guerra, notadamente artistas da pop art. O detalhe anatômico ampliado é comum nas pinturas que fazem parte da série “o grande nu americano”, de Tom Wesselman (1931-2004).
Alguns dos desenhos desta série são parecidos com pinturas em preto e branco recentes de Julian Opie (1958), em que a simplificação da figura humana o leva a desenhar com um contorno grosso.
Ver também The erotics of type
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
John Rieben
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Lucie Lambert
Os livros desta artista Canadense se destacam por inverter o processo de colaboração entre artistas e escritores: ela envia um conjunto de imagens e recebe um texto, depois publicado em sua pequena editora.


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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
John Donne
Elegia: indo para o leito
Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra a vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.
tradução de Augusto de Campos
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Historia Natural
História Natural é o nome de um livro de Plínio, o Velho (23-79 d.C.), atribuído também a um livro de artista que produzi. Plínio foi o autor da primeira enciclopédia, uma compilação de tudo o que se sabia em sua época sobre animais, vegetais e minerais.
Plínio dizia que a diversidade de copistas, e os seus comparativos graus de habilidade, aumentam consideravelmente os riscos de se perder a semelhança com os originais. E explicava que as ilustrações são propensas ao engano, especialmente quando é necessário um grande número de tintas para imitar a natureza. Por tudo isso, recomendava Plínio, o autor deve limitar-se a uma descrição verbal da natureza.
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