quinta-feira, 18 de setembro de 2008

John Rieben



Biblioteca Pública de Chicago, 1965

Cartaz de incentivo à leitura. O texto em inglês diz:
"A" é a primeira letra do alfabeto
existem mais vinte e cinco letras
a biblioteca pública de chicago tem todas elas
em algumas combinações bem interessantes

terça-feira, 16 de setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

Erthé




Algumas pinturas em guache do alfabeto de Erthé, baseado no corpo humano. A letra "m" é a mais interessante, é a única desenhada pela contra-forma ou desenho em negativo.

A Cruzada das Crianças


Tábua de matérias (sumário) do livro de Marcel Schwob, A Cruzada das crianças.

sábado, 13 de setembro de 2008

Kruchonik


as letras maiores (em preto) neste poema russo foram impressas com carimbo de batata!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Lucie Lambert

Os livros desta artista Canadense se destacam por inverter o processo de colaboração entre artistas e escritores: ela envia um conjunto de imagens e recebe um texto, depois publicado em sua pequena editora.




Georges Bataille


Notas para "lágrimas de eros"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

John Donne

Elegia: indo para o leito

Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra a vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente

A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.


tradução de Augusto de Campos

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Historia Natural



História Natural é o nome de um livro de Plínio, o Velho (23-79 d.C.), atribuído também a um livro de artista que produzi. Plínio foi o autor da primeira enciclopédia, uma compilação de tudo o que se sabia em sua época sobre animais, vegetais e minerais.

Plínio dizia que a diversidade de copistas, e os seus comparativos graus de habilidade, aumentam consideravelmente os riscos de se perder a semelhança com os originais. E explicava que as ilustrações são propensas ao engano, especialmente quando é necessário um grande número de tintas para imitar a natureza. Por tudo isso, recomendava Plínio, o autor deve limitar-se a uma descrição verbal da natureza.

Giorgione

Old woman (vieille femme), 1508

O papel nas mãos da mulher tem a inscrição em latim col tempo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Paul Gabor



Cartazes da década de 1950


Este é um post parcialmente em português, copiado de um blog em inglês:

This is an English post about a French article about a Hungarian graphic designer - how's that for being international?

Many (including myself) may not know about the Hungarian graphic designer, Paul Gabor (1913-1992), but viewing this collection of his designs from 1930 to 1956, I think I am beginning to become a big fan of his work. Here is a biographical article about Paul Gabor. Great stuff! (via douglas wilson)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Labirinto

Labyrinthe
Clément Perret, Calligraphe bruxellois.
Edition consultée : Excercitatio Alphabethica Nova 1569


Labirinto barroco da Alemanha

Delacroix

Femmes d´Algier

No canto superior direito, uma inscrição em árabe transformou-se em um desenho, um arabesco, ou um rabisco.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dieter Roth

Daily Mirror, 1961

Daily Mirror, 1970


The Daily Mirror also represents a process in two respects: first by enlarging the page to unreadable levels and also having it represented in minuscule form in the bottom corner, and the second respect is that this book had three incarnations. In 1961 he first created it as a two centimeter square book made by cutting squares out of piles of The Daily Mirror newspaper and gluing them at the spine, second, in 1965, he created a loose collection of these pages, blown up to twenty five centimeters and printed on newsprint, and third in 1970 he produced the Collected Works edition in standard octavo size (6 x 9.5"), each page showing the source image, roughly 2 x 3 centimeters in the bottom corner of the full-page blow-up of this same image. (more)

Aqui tem uma livraria com vários livros de Dieter Roth.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Lajos Kassak



 
kepvers
 

elore







Artista, poeta e escritor húngaro, estes picture-poems são de 1920-1922


domingo, 31 de agosto de 2008

Typotecture

Typotecture: Typography as Architectural Imagery, uma exposição no Museum fur Gestaltung, Zurich, 2000. Grande coleção de posters, variados em proveniência e assunto, mas todos concernentes à tipografia ‘capaz de se sujeitar à gravidade e adiquirir uma presença física, de se expandir no espaço e se aproximar de uma forma arquitetônica’. Inclui um ensaio do curador Andres Janser. Apresenta trabalhos de Max Huber, Michael Bierut, Ivan Chermayeff, Mihaly Biro, Claude Luyet, Tomoko Miho, Mirko Ilic, e muitos outros.” O catálogo foi publicado por Lars Muller.


Ken Miki

Anônimo

Ivan Chermayeff, Guggenheim

“Typotecture” takes a look at posters from various countries and periods, which share a special feature of typography: the tendency to break out of the two-dimensional space of lettering and establish hybrid links with architecture. Letters, words, or entire sentences form architectural figures, which can be read both as pictures and as words. The playful handling of typography has led to an exhilarating wealth of variations in the history of poster art.

Philip Apeloig, Chicago

Max Huber, 1948

sábado, 30 de agosto de 2008

Ingres



Detalhe da pintura de Ingres que mostra um pedaço da assinatura do pintor em um bilhete colocado na moldura do espelho. Mais discreto impossível.

Fernando Meireles


O fotógrafo das placas fez uma grande pesquisa sobre tipografia vernacular, percorrendo o Brasil todo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Augusto de Campos

Viva vaia

Este é mais um exemplo de poema-logotipo, um palíndromo visual. Abaixo, dois exemplos de popcretos, em que o poeta utiliza colagens para compor os poemas.

Psiu !, 1966


Olho por olho, 1964

Os lábios de Brigitte Bardot estão no centro da segunda fileira do poema acima, que aparece no encarte do LP do Tom Zé, "Todos os olhos", de 1973. No alto, tem três placas de trânsito, "siga em frente", "siga à direita". Onde deveria estar o sinal "siga à esquerda" dentro da placa está em branco, uma referência à ditadura militar da época.