segunda-feira, 4 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Frank O´Hara
Why I'm not a painter
I am not a painter, I am a poet.
Why? I think i would rather be
a painter, but I am not. Well,
for instance, Mike Goldberg
is starting a painting. I drop in.
"Sit down and have a drink" he
says. I drink; we drink. I look
up. "You have SARDINES in it."
"Yes, it needed something there."
"Oh." I go and the days go by
and I drop in again. The painting
is going on, and i go, and the days
go by. I drop in. The painting is
finished. "Where's SARDINES?"
All that's left is just
letters, "It was too much," Mike says.
But me? One day I am thinking of
a color: orange. I write a line
about orange. Pretty soon it is a
whole page of words, not lines.
Then another page. There should be
so much more, not of orange, of
words, of how terrible orange is
and life. days go by. It is even in
prose, I am a real poet. My poem
is finished and i haven't mentioned
orange yet. Its twelve poems, I call
it ORANGES. And one day in a gallery
I see Mike's painting, called SARDINES.
Porque não sou um pintor
Eu não sou um pintor, sou poeta.
Por quê? Acho que eu poderia ser
um pintor, mas não sou. Bem,
por exemplo, Mike Goldberg está
começando uma pintura. Eu chego.
“Sente e tome algo” ele diz.
Eu bebo; nós bebemos. Dou uma olhada
“Você tem SARDINHAS aqui.”
“Sim, precisava pôr algo.”
“Oh.” Eu vou, os dias passam
e eu volto. A pintura vai,
eu vou, e os dias vão.
Eu volto. A pintura está
pronta. “Cadê as SARDINHAS?"
Só restaram algumas letras.
“Estavam sobrando”, diz Mike.
E eu? Um dia estava pensando
em uma cor: laranja. Escrevi uma linha
sobre o laranja. Logo havia uma página
inteira cheia de palavras, não linhas.
Então outra página. Haveria muito mais,
não laranja, mas
palavras, como a vida e o laranja
são terríveis. dias passam. Mesmo
em prosa, sou um bom poeta. Meu poema
está pronto e ainda não mencionei o laranja.
São doze poemas, eu chamo de LARANJAS. E um dia
em uma galeria vejo a pintura de Mike, chamada SARDINHAS.
tradução de Amir Brito Cadôr
quinta-feira, 31 de julho de 2008
René Magritte
Acima, reprodução de "Les mots et les images", publicado em 1929 na revista Revolution Surrealiste. Um fragmento deste texto é citado por Michel Foucault em "Isto não é um cachimbo".
quarta-feira, 30 de julho de 2008
A Linguagem dos Pássaros
Bismillah em forma de pássaro"O remoto rei dos pássaros, o Simorg, deixa cair no centro da China uma pluma
esplêndida. Cansados de sua anarquia, eles vão em busca de seu rei. Sabem que
sua fortaleza está no Káf, a montanha circular que rodeia a Terra. Empreendem a
quase infinita aventura; superam sete vales, ou mares; o nome do penúltimo é
Vertigem; o último se chama Aniquilação. Muitos peregrinos desertam; outros
perecem. Trinta, purificados pelos trabalhos, chegam à montanha do Simorg. Enfim
o contemplam..."
Jorge Luís Borges em A Aproximação a Almotásim, do livro "Ficções"





terça-feira, 29 de julho de 2008
León Ferrari
Escritura, 1983Pastel sobre aglomerado - 1222 x 138,5 cm
Acervo Pinacoteca do Estado
segunda-feira, 28 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Paul Béliveau
Les humanités CCLXXXIquinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Manoel de Andrade de Figueiredo
Nova escola para aprender a ler, escrever, & contar...Lisboa Occidental, na Officina de Bernardo da Costa Carvalho. Não datada.
Era brasileiro o maior calígrafo português de seu tempo, um natural da capitania do Espírito Santo. Na prancha reproduzida, percebe-se o exercício de um virtuosismo da linha em movimentos ininterruptos, com arabescos abstratos integrados a figurações fantasiosas, influenciado por Morante. O texto moralizante na parte inferior da página diz: " A pena que ée mais pulida / tanto aumenta à fama a glória / que na pedra endurecida / ou na estampa mais luzida / faz mais terna a memória". A introdução da caligrafia cursiva causava espanto pela velocidade da escrita, que houve calígrafo na Península Ibérica acusado junto ao Santo Ofício, porque só tendo parte com o diabo alguém escreveria com tal rapidez.
(texto de Paulo Herkenhoff, do livro Biblioteca Nacional: a História de uma Coleção)

Um exemplar deste Manual de Caligrafia encontra-se na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
A Biblioteca Nacional de Portugal digitalizou e oferece para você baixar em várias versões.
Para baixar o manuscrito todo em pdf, clique aqui, e fotos individuais das páginas estão aqui. (via ieda´s blog)
P.S. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publicou um fac-símile deste livro, considerado o primeiro tratado de caligrafia em língua portuguesa.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ed Ruscha



Ed Ruscha - Selected Works
EDWARD RUSCHA: EDITIONS 1959-1999
Ed Ruscha [American Pop Artist, Born 1937]
Edward Ruscha Showroom
Crown Point Press - Ed Ruscha
Ed Ruscha - editioned prints
Lithograph, screenprint, Etching and aquatint in color
Ed Ruscha – Contemporary Prints – Pace Prints
Ed Ruscha: No End to the Things Made Out of Human Talk, 1977
Ed Ruscha Monument - Kent Twitchell, 1978-1987


































