sexta-feira, 11 de abril de 2008

Pierre Soulages



composition abstraite, 1948

Soulages fez estes pincéis para poder realizar algumas de suas telas. O artista está com 89 anos e ainda na ativa. Aqui tem um texto a respeito dele.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Descrição do Egito

Escriba
Ao lado da estátua de um escriba egípcio, um relevo mostra um estojo como este acima, contendo o saco com a tinta, o junco usado para escrever e o tinteiro, um amarrado no outro. O desenho dos instrumentos de escrita forma o hieróglifo da palavra "escrita".


selo em forma de escaravelho

Um site com as imagens e textos dos 11 volumes da "Descrição do Egito", publicado em 1798. Obra encomendada por Napoleão Bonaparte, registra todos os seres viventes, hábitos, costumes, arquitetura, objetos, tudo que existe no Egito, descrito e desenhado.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Lotus Lobo




Maculatura, 1970
150 x 170 cm
Da estamparia litográfica sobre folha de flanders, via Germina Literatura




Litogravura a partir de rótulos comerciais, da artista mineira Lotus Lobo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Caderno de Viagem


Os desenhos de cenas, pessoas e lugares visitados, assim como as descrições verbais de situações, usos e costumes, tão comuns em relatos de viagem, são substituídos por diversos tipos de escrita.

A caligrafia como registro de um percurso. Os desenhos caligráficos preenchem um caderno de páginas sem pautas, em que as linhas imitam o movimento da escrita, como se o texto fosse escrito em uma língua estrangeira.

No mesmo volume, convivem a escrita árabe, hebraica, chinesa, japonesa, coreana, devanagari - utilizada em textos sagrados escritos em sânscrito - e uma escrita tuaregue do norte da África, além de páginas copiadas de manuscritos medievais com o alfabeto latino no estilo carolíngio e o alfabeto cherokee dos índios norte-americanos.

Em páginas alternadas, escritas inventadas e outras existentes, algumas extintas ou desconhecidas pela maioria das pessoas, de modo a dificultar a distinção entre um e outro tipo. Por comparação, a imitação da escrita foi o suficiente para sugerir a existência de um texto escrito onde havia apenas desenhos.

As linhas contínuas, sinuosas, são distribuídas pela página de modo que o conjunto de sinais, em fileiras ou colunas, também forme um desenho. O livro remete às miniaturas medievais, onde a cor serve para integrar imagem e texto no espaço da página. A caligrafia é um meio para chegar ao livro.

Outras páginas deste caderno podem ser vistas aqui

segunda-feira, 7 de abril de 2008

André Masson

Quimera



Le Charmeur, 1958
nanquim, 65 x 50,5 cm



sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sonia Delaunay



A prosa do transiberiano, de Blaise Cendrars e Sonia Delaunay, pode ser visto no acervo do MoMA.

O formato do livro é incomum. Consiste em quatro folhas agrupadas e dobradas ao meio, verticalmente e depois horizontalmente. Tem dois metros de comprimento e 36 cm de largura. São 445 linhas de texto impressas em mais de dez tipos diferentes de letras, de cores e tamanhos diversos no lado direito da folha, com a pintura de Delaunay à esquerda e também invadindo os espaços em branco entre as linhas do texto.

O livro foi concebido para uma tiragem de 150 exemplares, de modo que o total de cópias completamente abertas tivesse a mesma altura da torre Eiffel, símbolo da modernidade.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Rene Magritte

Ceci N´est Pas Une Pipe, 1966

Les Deux Mysteres

Trahison des Images,1928

La trahison des images


This is not a pipe

segunda-feira, 31 de março de 2008

Raymond Pettibon



Este artista fez no final dos anos 70 e meados dos anos 80 cartazes de shows de bandas punk, como o Black Flag, e também capas de discos. Pettibon é irmão do guitarrista Greg Ginn e seus primeiros zines eram distribuídos pelo selo SST, criado por Ginn para distribuir os discos do Black Flag.

Um dos seus trabalhos mais conhecidos é a capa do disco Goo, do Sonic Youth.




sábado, 29 de março de 2008

Jan Olof Mallander


Esculturas de papel, 1972-1974
Os trabalhos deste sueco, intervenções sobre cartões postais, fazem parte do acervo do MAC/USP. Na carta que acompanhou o envio da Escultura de Papel ao MAC-USP, o artista escreveu:
A idéia é simples: levar a poesia de volta para a letra isolada; e colocar essa letra no contexto ecológico e não apenas estético (...). Ao mesmo tempo, o projeto é claramente voltado contra o construtivismo equivocado que só consegue atribuir valor a monumentos de bronze colossais. As Esculturas de Papel são tão baratas, que qualquer um pode jogá-las fora depois...
(texto do livro de Cristina Freire, Poéticas do Processo: Arte Conceitual no Museu)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Jigme Douche




Raro quem tem todas as qualidades

Raro quem não tem nenhuma

Sakya Pandita, séc. 13


traduzi o texto acima do livro "Comme un lotus" de Jigme Douche.

quarta-feira, 26 de março de 2008

50 caracteres




Fazer um rosto utilizando apenas letras é algo bem antigo, que remonta à Idade Média. O vínculo entre tipografia e anatomia é evidente na denominação das partes que compõe cada letra. Estes desenhos foram agrupados em um livro de artista, a série completa pode ser vista aqui.

Marcel Broodthaers



 capa da revista Studio International, década de 1970


terça-feira, 25 de março de 2008

El Lissitsky






Poemas de Maiakóvski, composição tipográfica de El Lissitzky. O livro foi feito como um índice telefônico, na aba tem um pequeno ícone que identifica cada poema.

"Em 1922, El Lissitsky, então enviado especial da União Soviética à Europa, na qualidade de uma espécie de embaixador cultural do regime, publica um livro de coletânea dos mais conhecidos poemas de Maiakovski. O livro chamou-se Dlia Golossa (Para a voz) e tinha este título pois nascera das necessidades de divulgação da mensagem revolucionária, através da poesia daquele que era, já então, o maior poeta da Rússia. Na impossibilidade da presença de sua figura impressionante, cuja récita conseguia empolgar pequenas multidões, imaginou-se um livro que pudesse servir de guia de leitura dos poemas, escolhidos segundo as diversas ocasiões e necessidades. Assim, por exemplo, em uma comemoração do dia do trabalho, poder-se-ia declamar Moi Mai (Meu Maio), que fazia menção à data. Ou em uma reunião de um comitê de artes seria possível recorrer à Ordem no. 1 ao Exército das Artes e assim por diante. A questão era elaborar um certo tipo de livro em que os poemas pudessem ser localizados facilmente, na velocidade que a urgência revolucionária poderia requerer. El Lissitsky então raciocinou por similaridade: tomou o modelo do índice da caderneta telefônica e compôs o livro, no qual cada poema é acessado a partir de um ícone com parte do título em legenda. O ícone representa, nesse caso, parte da ilustração que introduz cada poema, ou mais do que isso, quase um indicador - como uma partitura - do modo como aquele poema deveria ser lido. Trechos em vermelho ( a outra cor empregada, além do preto) destacavam passagens que requisitavam maior ênfase, ou refrões.O índice de Lissitsky para o livro de Maiakovski é, na verdade um menu. Nossos dedos "clicam" em cada ícone e somos remetidos às páginas iniciais dos poemas correspondentes."

(trecho de um artigo de Lucio Agra)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Nelson Leirner

Questionário para um ‘Livro de Artista’
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P – O que é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Você considera este seu trabalho ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não, ele é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não foi o que eu disse.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é e não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
.
P – Então o que foi que você disse?
R – O que você me perguntou?
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P – Perguntei o que é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R - ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
.
P – Você considera este seu livro um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não, ele é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não foi o que eu disse.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é e não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
.
P – Então o que foi que você disse?
R – O que você me perguntou?
.
P – Perguntei o que é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?

…...............................................................
Nelson Leirner
São Paulo, 1984

Tide Hellmeister


Os rabiscos caligráficos de frases vazias, as repetições persistentes deste nada dizer são - paradoxalmente - o recado do artista. No não-dito está dito que ele está envolvido inteiramente no seu fazer: corpo, mãos, olfato. Tudo. E fica assim, o não-dito pelo dito. É seu jeito de não se acomodar e de incomodar nosso olhar. Há críticos que acham que esse não-dito pode ser tipo isso ou aquilo, tipo ilógico, ilegível. Mas é simplesmente tipo gráfico.
Claudio Ferlauto
(O tipo da gráfica, Rosari edições)

Charles Demuth


Charles Demuth
Figure Five in Gold, 1928

A pintura foi inspirada por este poema abaixo. Comentários podem ser lidos em inglês aqui

The Great Figure

Among the rain
and lights
I saw the figure 5
in gold
on a red
fire truck
moving
tense
unheeded
to gong clangs
siren howls
and wheels rumbling
through the dark city

William Carlos Williams

quinta-feira, 20 de março de 2008

Damien Hirst







A última ceia

série de 13 serigrafias - 152,5 x 101,5 cm cada.

O nome do artista virou logotipo, imitando o logotipo de laboratórios

quarta-feira, 19 de março de 2008

Christian Robert-Tissot




Alguns trabalhos deste jovem artista italiano. A pintura demanda todo o espaço, e o museu se transforma pelo uso da palavra associada com a cor.

terça-feira, 18 de março de 2008

quase um poema

Quase um poema pronto
desenho (carvão e acrílica sobre papel - 0,90 x 300 cm) 2005

O título foi tirado de um poema do Bukowski; a figura lendo é de uma gravura italiana, que está no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; a borboleta 88 é de um selo e a prensa foi o Marcos quem desenhou, estava no Centro de Cultura Patrícia Galvão, em Santos. A mão é minha mesmo, mas foi desenhada com a mão esquerda.

Giacommo Balla