domingo, 29 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Paulo Bruscky
LIVROBJETOJOG0,1993Botões de plástico, cerâmica e metal, zíper, linha de algodão e costura sobre tecidos de algodão 3 X 25 x 35,8 cm
Doação Ricardo Resende, 2001 - Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo
(texto de Cristina Freire, no catálogo de Obras comentadas do mam/sp)
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Jean-Michel Basquiat







Basquiat teve uma mostra reunindo trabalhos em que as palavras são predominantes. Acima, a capa do catálogo, que tem um ensaio do curador Richard Marshall, e uma vista da exposição.
This excellent show concentrates on the cornerstones of Basquiat's art: language and a blocky, concise handwriting that amounts to a personal, almost digital typeface. The only images here are words, names, lists and phrases, often appropriated from odd places, like the index of a book on jazz or the title of a painting by Ter Borch. One nine-sheet work is simply a rewriting of the prolonged table of contents of "Moby-Dick," suggesting a kind of poem.
The exhibition presents paintings, drawings, and notebooks that feature only Basquiat's written words. The artist is well know for large, colorful works dense with gesture, collage, figures, symbols, and words; but this exhibition will be the first to exclusively feature Basquiat's unique and significant use of language. The exhibition will include works from the artist's entire career, dating from 1979 to 1988 (the year of his death).
For Jean-Michel Basquiat, the meaning of a word was not necessarily relevant to its usage because he employed words as abstract objects that can be seen as configurations of straight and curved lines that come together to form a visual pattern. Conversely, the artist also employed words and phrases that are loaded with meaning and reference, in particular those words related to racism, black history, and black musicians and athletes.
Basquiat's word paintings and drawings often appear to be a secret, coded language that the artist devised and left for the viewer to attempt to decipher. Basquiat acknowledged his manipulation of words, stating "I cross out words so you will see them more; the fact that they are obscured makes you want to read them." However, Basquiat's casual, random manner is deceptive, because on closer inspection his choice of words often coalesce into intelligent, meaningful, and cohesive thoughts and subjects.
terça-feira, 24 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
O livro de Jonas

Exemplo de micrografia, escrita minúscula formando a linha de contorno do profeta Jonas saindo da boca do peixe.
Words drawn into visual images have a near universal distribution among cultures that practice writing. In Apollinaire's Calligrammes (circa 1914), the mode was revived -- & re-shaped, smashed open — with the claim, e.g. in his "horse calligram": "You will find here a new representation of the universe. The most poetic and the most modern."
The masora "calligrams" occur here & there in traditional annotated copies of the Hebrew Bible. Writes Berjouhi Bowler in The Word As Image : "In some Hebrew manuscripts the massorah, which is the critical emendation found [as marginalia] on certain pages of the Bible, ceases to be the usual three lines, in miniscule letters, surrounding the biblical text. Unexpectedly … the massorah is shaped into patterns which generally have no particular relevance to the biblical
passage or to the emendations and alternative readings [that make up their text]. The strange intrusions can appear either as a full page decoration … or in corners of the page. There is no apparent reason for their appearance."Drawn typically as marginalia, the calligrams reproduced here are examples as well of minute (micrographic) writing & are shown at many times their size.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Hugo Mund Jr.
Alguns artistas ligados ao poema-processo realizaram trabalhos que utilizam os balões das HQs, como neste exemplo acima. Aqui tem uma boa amostra de trabalhos.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Jacques Louis David

A dedicatória em cartas antigas, a assinatura, a data segundo a era revolucionária, em primeiro plano sobre a caixa de madeira que serve de velador a Marat em sua banheira, sua transformação em estela, toda a tela em monumento.
O assassinado tem nas mãos a carta de Charlotte Corday:
“13 de julho de 1793 – Marie Anne Charlotte Corday ao cidadão Marat – é suficiente que eu seja bem infeliz por ter direito a sua simpatia” - em oposição entre as escritas, as datas.
Dando a impressão de sair da tela, pois a tábua estela parece se confundir com seu plano, acenando à nossa apreciação, o bilhete de escrita convencional bem mais próximo de sua escala, acompanhado de uma rubrica.
Entre as duas dedicatórias que se conjugam no nome de Marat, inscrito tão diferentemente, todo um diálogo: a carta traidora de Charlotte Corday (o enorme aumento que permite uma leitura perfeita é como um grito de indignação: não é mais possível que um estratagema tão baixo continue ignorado)
Marat responde com generosidade; é o assassinado quem agradece, o quadro tira a conclusão.
Marat assassinado é apreendido ao mesmo tempo no ato da leitura e na escritura, ações, funções que são mais fáceis de traduzir pictoricamente que a elocução ou a audição. O leitor pintado, por exemplo os pastores que decifram sobre um túmulo o “et in Arcadia ego” de Poussin, são representados no interior da obra, como se fossem admiradores de uma cena ou paisagem. Mesmo nos dedos que seguem as letras uma a uma, retraçando-as, colocamo-nos em relação ao traçado bem melhor que por um espectador remoto, ou um amante de pintura, examinando algum detalhe à lupa como no Enseigne de Gersaint. O escritor pintado, por exemplo, tal evangelista, ou o secretário do rei Théonat na Lenda de Santa Úrsula, de Carpaccio, figura o pintor, diferentemente com certeza do pintor pintado em seu ateliê, o qual olha sua modelo que vai figurar na tela; é então que o pintor olha sua tela como um primeiro espectador, para afixar a inscrição, em particular o título e a assinatura.
As relações entre sujeito (real ou não), pintor e espectador real se refletem no tema do modelo, do pintor e do espectador, às vezes no mesmo quadro, se reflete em um segundo nível do texto, do escritor e do leitor. No escritor, o pintor já se pinta como espectador, no leitor ele já pinta o espectador como pintor.
David quer que o espectador se identifique com o Marat leitor: não teríamos sido enganados como ele por tal mentira? Quer que nos identifiquemos à Marat escritor, que nós o consideremos tão generoso quanto ele, sob a ameaça de um mesmo golpe de faca. Ele continua.
Quanto a Charlotte Corday, a pintura a eliminou. Ela estava ali entre a leitura e a conclusão da escrita, mas o fato de tornar sua vitima herói por tal monumento pictórico a fez desaparecer para sempre. Mais que um rosto, o assassinato é assinado apenas por algumas linhas falsas.
David faz-nos detectar esta mentira, caso particular de uma mensagem onipresente, ele sabe que nos sentimos na sombra da faca prestes a nos golpear, e oferecendo-se para nos proteger, quer levantar para nós esta ameaça: a faca escondida sob as linhas é desmascarada, encarcerada na pintura; pela sua virtude doravante nenhuma faca deveria poder se manchar de tal sangue.
Todo o amor da verdade, do combate contra a miséria, da liberação verdadeira na atividade de Marat (o sangue que ele fez correr lavado por David em seu próprio sangue, nessa banheira purificadora) deve se consolidar pelo que começa nessa obra. Jamais um ato tão autenticamente revolucionário.
(trecho de As Palavras na Pintura, de Michel Butor, traduzido por Amir Brito Cadôr)
terça-feira, 17 de junho de 2008
Book Works

Eduardo Chillida (1924 - 2002)
'Reflections'
With essays by Carlos Fuentes and John Berger, and photographs by Ferdinando Scianna/Magnum
2002
Published by Ivory Press 2002
Private Collection
Photo © Nigel Young
Courtesy Ivory Press
Facsimiles of drawings and notebook of the artist; letterpress
Volume of drawings made with flammable and adhesive substances, with gunpowder encased in each of the leaves. One of an edition of 9 unique works published by Ivory Press, London.
The artist's proof of Cai Guo Qiang's 'Danger Book: Suicide Fireworks' was set alight by the artist in November 2007. This one of a series of volumes of drawings made with flammable and adhesive substances, with gunpowder encased in each of the leaves. The embers of the prototype are on display in Blood on Paper.
Daniel Buren (b. 1938)'Cahier d’un Retour au Pays Natal' by Aimé Césaire
Published by Editions du Solstice, Paris, 2004

Anish Kapoor (b. 1954)
'Wound'
Published by Ivory Press, 2005
Two paper sculptures, each with ‘wound’ cut by laser; facsimile of a drawing book by the artist; white box with red paint.
Obras em exposição no Victoria & Albert Museu, até 26 de junho.
Wim Crouwell
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Katsuhiro Kinoshita
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Qandusi
Bismila, em uma caligrafia de al-Qandusi. Outras imagens podem ser vistas em http://www.gardenofletters.com/introduction/terça-feira, 10 de junho de 2008
Herb Lubalin

Capa e logotipo da revista Avant Garde, criada por Lubalin. A fonte criada a partir deste lettering fez sucesso.
Anúncio do concurso de cartazes antiguerra da revista Avant Garde, desenhado por Herb Lubalin, 1968.
Cartão de visita de Lubalin



























