quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Biblia Pauperum




"A Biblia Pauperum contém no mínimo 34 grupos de imagens que se estruturam da seguinte maneira: no centro se encontra uma cena do Novo Testamento, normalmente um acontecimento da vida de Jesus, flanqueado por duas cenas do Antigo Testamento" Ingo Walther, Obras Maestras de la Iluminacón, p. 250

Adoração dos Magos

Eva no Paraíso, a Anunciação ao centro


Conhecida como a "Bíblia dos Pobres", era destinada aos padres que não podiam pagar por uma edição manuscrita em pergaminho. As imagens servem como um auxílio para se lembrar do texto bíblico.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Marcel Duchamp



Boite em Valise 1968

Boite em Valise 1935

Boite em Valise 1958

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Theo Ballmer

Exemplo de cartaz tipográfico, tirado do Philip Meggs. A malha construtiva é visível nas linhas brancas entre as letras.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Brody Neuenschwander

The Perfect Image
105x75 cm

you an I exist

meister

please analyse
105x75 cm

Caligrafias do Brody Neuenschwander, o cara que trabalhou com o Peter Greenaway nos filmes Livro de Cabeceira (The Pillow Book) e A Última Tempestade (Prospero´s Book).

Ele é autor de Letterwork, um estudo a respeito da aplicação de caligrafia em design gráfico. É uma obra bem abrangente, e tem no final do livro o endereço dos escritórios e artistas citados.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Rogier van der Weyden


Rogier van der Weyden
detalhe do interior do Tríptico de Braque, cerca de 1450.
Grand Palais - musée du Louvre

O final da oração do Magnificat coincide com seu local de origem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Steve McCaffery



páginas do livro Carnival, publicado em 1972. Desenhos feitos com máquina de escrever.

Aqui tem um bom ensaio a respeito deste livro de artista, e outros trabalhos estão disponíveis aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Pedro Geraldo Escosteguy

Cisne
Poema realizado ao ar livre, construído através de blocos de letras em cores diferentes, espalhadas no gramado do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O público faz as combinações a partir do poema Amor-te-espero/A-morte-espero.

Ar Vermelho (série fantasma)
madeira e acrílico, 30x30cm

Ar (Arma)
acrílico, 25x30cm, 1967

O poeta e artista gaúcho fez alguns poemas-objeto bem interessantes. Teve uma retrospectiva que ficou em cartaz apenas no MARGS, em Porto Alegre. Felizmente, editaram um catálogo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Livro dos Seres Imaginários






O Livro dos Seres Imaginários é um álbum de serigrafias constituído por letras ampliadas que remetem aos alfabetos ilustrados. O trabalho pode ser interpretado como se fossem letras capitulares desenhadas especificamente para um livro que ainda não foi escrito. Não foram desenhadas todas as letras do alfabeto, mas apenas quinze delas, de modo que o trabalho deve ser visto como uma narrativa fabulosa, um texto contado por meio dessas figuras fantásticas.

Os desenhos formam um conjunto de seres mitológicos, um tipo de bestiário, publicação comum na Idade Média.

Cada figura foi construída pelo isomorfismo das letras e das máscaras. A forma de cada letra determinou a associação com uma máscara que possa reforçar seu desenho, por contraste ou por semelhança. Foram usadas maiúsculas e minúsculas de uma mesma família tipográfica.

O desenho exato e preciso das letras tem seu contraponto nas máscaras, de contorno irregular. O preto, cor padrão de impressão de textos, foi aplicado em todas as máscaras, que são tradicionalmente coloridas. O contraste criado pela associação de elementos díspares é destacado pelo uso de cor nas letras.

Uma parte das máscaras aqui apresentadas são usadas em rituais. Um ritual é um conjunto de práticas que se definem pelo uso. Deste modo, este trabalho trata das relações entre som e sentido, a arbitrariedade dos signos, as convenções sociais e o embate entre a tradição oral e a cultura erudita, representada pelo impresso.

A associação de letras e máscaras surgiu da reflexão de que cada tipo tem sua forma particular, seus atributos próprios. A personalidade de um rosto, que procurei demonstrar nos “cinqüenta caracteres”, é comparada com a individualidade das letras, o que chamou a atenção para a criação de personagens diversos.

As imagens que crio são o equivalente visual de expressões verbais como as comparações, símiles, metáforas, jogos de palavras, paronomásias, símbolos, alegorias, mitos e fábulas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cy Twombly





do portfolio Six Latin Writers and Poets

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Tarsila do Amaral



estudos de letras capitulares para a editora Martins. Acervo do IEB-USP

Waltercio Caldas


capa e página dupla do livro Velázquez

"O livro é atacado como um todo: texto e imagens estão fora de foco. Precisão e nitidez estão, no mundo das sensações, associadas à certeza do que vemos, à verdade das coisas. Logo no início, Waltercio nos retira esse chão sobre o qual apoiamos nossas impressões visuais. Mesmo aquele olho acostumado a enxergar bem confronta-se com o mundo nebuloso em que as imagens iluminadas se confundem com suas sombras, os contornos desaparecem e não há mais nenhum resquício das linhas, as cores perdem suas fronteiras e a saturação a que estamos acostumados. Assim, o livro de Waltercio tira os óculos mesmo dos que nunca deles precisaram. O naturalismo e o realismo, capazes de tratar de forma neutra a exterioridade do mundo, que determinaram, para Velázquez, um lugar único no século do Barroco, desaparecem, e como um paradoxo, ausentes, tornam-se presentes como referência. A construção desse cenário gráfico, que trata de modo homogêneo texto e ilustrações, obedece a um teatro. Todas as figuras humanas das ilustrações, uma por uma, foram retiradas. Espaço, objetos e animais foram deixados, tocados apenas pela imprecisão da imagem desfocada."
(Duarte, Paulo Sergio in Waltercio Caldas, Cosac & Naify, São Paulo).


Las Meninas


Vôo noturno


Matisse-talco