
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Pedro Geraldo Escosteguy
O poeta e artista gaúcho fez alguns poemas-objeto bem interessantes. Teve uma retrospectiva que ficou em cartaz apenas no MARGS, em Porto Alegre. Felizmente, editaram um catálogo.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Livro dos Seres Imaginários





O Livro dos Seres Imaginários é um álbum de serigrafias constituído por letras ampliadas que remetem aos alfabetos ilustrados. O trabalho pode ser interpretado como se fossem letras capitulares desenhadas especificamente para um livro que ainda não foi escrito. Não foram desenhadas todas as letras do alfabeto, mas apenas quinze delas, de modo que o trabalho deve ser visto como uma narrativa fabulosa, um texto contado por meio dessas figuras fantásticas.
Os desenhos formam um conjunto de seres mitológicos, um tipo de bestiário, publicação comum na Idade Média.
Cada figura foi construída pelo isomorfismo das letras e das máscaras. A forma de cada letra determinou a associação com uma máscara que possa reforçar seu desenho, por contraste ou por semelhança. Foram usadas maiúsculas e minúsculas de uma mesma família tipográfica.
O desenho exato e preciso das letras tem seu contraponto nas máscaras, de contorno irregular. O preto, cor padrão de impressão de textos, foi aplicado em todas as máscaras, que são tradicionalmente coloridas. O contraste criado pela associação de elementos díspares é destacado pelo uso de cor nas letras.
Uma parte das máscaras aqui apresentadas são usadas em rituais. Um ritual é um conjunto de práticas que se definem pelo uso. Deste modo, este trabalho trata das relações entre som e sentido, a arbitrariedade dos signos, as convenções sociais e o embate entre a tradição oral e a cultura erudita, representada pelo impresso.
A associação de letras e máscaras surgiu da reflexão de que cada tipo tem sua forma particular, seus atributos próprios. A personalidade de um rosto, que procurei demonstrar nos “cinqüenta caracteres”, é comparada com a individualidade das letras, o que chamou a atenção para a criação de personagens diversos.
As imagens que crio são o equivalente visual de expressões verbais como as comparações, símiles, metáforas, jogos de palavras, paronomásias, símbolos, alegorias, mitos e fábulas.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Waltercio Caldas

(Duarte, Paulo Sergio in Waltercio Caldas, Cosac & Naify, São Paulo).



quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Joan Miró
Oil, aqueous medium, and feathers on glue-sized canvas, 83,5 x 102,2 cm.
Oil on canvas, 1295 x 1943 mm
Quanto mais a legenda se afasta de seu local de costume, na base ou acima, mais ela incomoda, transforma nossa contemplação.
E se a escrita difere do habitual, se ela for ornada, por exemplo, enquadrada, sublinhada, rasurada, sobretudo se ela deixa a horizontal em que nossa convenção a colocou...
Se Miró tivesse deixado no exterior de sua tapeçaria os quatro termos caracol mulher flor estrela, certamente seríamos convidados a ler e procurar cada um deles em resposta – mesmo sem eles, teríamos encontrado não apenas uma, mas três mulheres; teríamos pensado, em contrapartida, no caracol, na flor e na estrela? Eis que rastejam e babam, desabrocham, perfumam, profetizam, cintilam, feminizam ao apelo dessas palavras, que fazem brilhar e deliciosamente deslizar essas damas -,
mas ele pintou seu título entre as figuras, com uma escrita cursiva, o que implica um certo vigor, a continuidade do traço, ao contrário do que acontece com os tipos de imprensa, faz escorregar, patinar (rangido das antigas plumas sobre as bacias geladas das folhas), inundar untuosamente, percorrer (oscilações do pincel singrando a tela, mar de óleo) a palavra de uma ponta a outra,
mas essas palavras estão unidas por um verdadeiro laço que prende em seus volteios nosso olhar e nos impede de considerar uma sem a outra: é uma pista sobre a qual deslizamos, passando indefinidamente do caracol à estrela e da mulher à flor, laço capturando os atores e levando em seu doce ciclone;
e afim de poder se libertar do movimento da esquerda à direita que parece, no intervalo de uma só linha, confinar nossa escrita, em vez de passar seu traço contínuo, como um amanuense muito preguiçoso para levantar a pluma entre dois nomes, da última letra de palavra precedente à primeira da seguinte, é o “f” de “femme” que o aproxima do “f” de “fleur”, é o último “e” de “étoile”, que o liga ao “e” inicial de “escargot” à esquerda, palavra que normalmente lemos primeiro, e no interior da qual se produz uma nova retrogradação,
não apenas em zig-zag, mas em vai e vem;
cada um dos termos informando espacialmente a região que o envolve, nós temos a tendência a buscar o que designa “escargot” ou “fleur” em suas paragens, enquanto se inscritos fora do quadro, sua influência se repartiria uniformemente sobre toda a superfície, nada nos impediria de interpretar como “escargot” a figura à direita; quanto a “étoile”, particularmente amplo, envolto por outras palavras ou por seus laços, como tem apenas três figuras, nós podemos ver que está ali menos para qualificar que para substituir uma estrela ausente (essa que teríamos procurado em vão, ou identificado por engano, se o título estivesse no exterior), acrescenta pois um quarto elemento necessário, um quarto reino.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Torres-Garcia

domingo, 27 de janeiro de 2008
Eugen Gomringer
sábado, 26 de janeiro de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Rébus
Fotografia do grupo surrealista de olhos fechados, confirmando a frase que aparece no centro do quadro, uma pintura de René Magritte, publicado na revista Revolution Surréaliste. No centro da primeira fileira, André Breton.






































