terça-feira, 13 de maio de 2008

Massin


O desenho acima, formado por letras e números, é uma das fontes do trabalho abaixo. Aparece na obra fundamental do Massin, Lettre et Image.


segunda-feira, 12 de maio de 2008

Carpaccio

détail, 1510, Présentation de Jésus dans le Temple
Galerie de l'Academie, Venise

La signature du peintre en latin (Victor Carpathivs) et l'année MDX. La signature est plus que le seul nom de l'artiste: elle est une technique d'art due à un effet de trompe l'oeil: le papier plié (déplié) qui découvre le nom du peintre. [via l´art et l´écriture]

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Julio Pacello

Vera Bocayuva Mindlin


Pequeno Bestiário Brasileiro, de Gerda Brentani


Julio Plaza - Objetos
São Paulo: Julio Paccelo, 1969.
Formato grande - 43 x 31,5 x 8 cm.

Estojo original em tecido vermelho, azul e amarelo. Obra contendo 10 serigrafias assinadas por Julio Plaza e um Poema Objeto de Augusto de Campos.Tiragem de 100 exemplares.


Julio Pacello, argentino radicado no Brasil, através de sua editora, lançou vários álbuns de gravuras de artistas brasileiros. Todos em edições reduzidas e esmerada produção. Teve como impressores Antonio Francisco Albuquerque e Roberto Grassmann.

(imagens do catálogo Julio Pacello et ses éditions d´art, publicado pelo Ministério das Relações Exteriores em 1980, com texto de apresentação de José Mindlin)

Abaixo, um sumário das edições, em ordem cronológica:

1. Trindade Leal, dez xilogravuras, palavras de Paulo Mendes de Almeida (1964)
2. Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira: 10 xilogravuras em cores. Texto de Jorge Amado (1966)
3. Igrejas Barrocas de Minas, de [José Roberto] Aguilar. 5 xilogravuras coloridas à mão.(1967)
4. Gravuras de Babinski (6 gravuras em metal) texto de Marcelo Corção (1967)
5. Gravuras de Milton Dacosta, poema de Carlos Drumond de Andrade. 10 gravuras em metal, sob tema das Vênus. (1967)
6. Edith Behring, 10 gravuras em metal, poema de Walmir Ayala (1968)
7. História da Gravura no Brasil I. Texto de José Roberto Teixeira Leite. Poema de Walmir Ayala (1968)
8. Darel, doze gravuras em metal, texto de Clarice Lispector (1968)
9. Marcelo Grassman, dez águas-fortes, apresentação de Marcelo Corção (1968)
10. Julio Plaza – Objetos. Augusto de Campos – poema (1969)
11. Pequeno Bestiário Brasileiro, dez águas-fortes de Gerda Brentani. Texto de Paulo Vanzolini (1969)
12. Zoravia Bettiol, dez xilogravuras em cores, texto de Jorge Amado (1969)
13. Via Sacra. Mestre Nosa. Xilogravuras populares. Texto de Maria Eugênia Franco. 15 xilogravuras (1969)
14. Renée Sasson. Esmaltes. Poema de Walmir Ayala (1969)
15. Relevos. Liuba. Seis relevos em metal, poema Lélia Coelho Frota (1969)
16. História da Gravura no Brasil II. Texto de José Roberto Teixeira Leite. Poema de Lélia Coelho Frota (1969)
17. Vera Bocayuva Mindlin. Dez água-tintas. Poema de João Cabral de Melo Neto (1969)
18. Oratório de Djanira. dez litos aquareladas. Poema de Odylo Costa Filho (1970)
19. Renina Katz, dez Serigrafias, poemas de Hilda Hist (1970)
20. Vera Chaves Barcellos, doze xilogravuras em cores. Poema de Carlos S. Legendre (1970)
21. Sergio Telles. Oito gravuras. Poema de Fernando Pessoa (1972)
22. Scliar. Suíte Gaúcha. 9 linóleos, 3 coloridos ao pochoir. Texto de Joaquim Cardozo.
23. Flávio de Carvalho. Dez gravuras em metal. Depoimentos de Carlos Scliar, Francisco Rebolo, Geraldo Ferraz, Pietro Maria Bardi e outros (1974)
24. Renina Katz. Antologia gráfica. Xilogravuras e linóleos – 1948/1956. Texto Flávio Motta (1977)

Julian Schnabel


Ignatius of Loyola, 1987

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Exercícios de Estilo


página de um livro de artista, guache sobre papel

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Albrecht Altdorfer

La bataille d'Alexander (detail), 1529, Alte Pinakothek, Munich )

Neste site, tem comentários a respeito desta e de outras pinturas com inscrições.

terça-feira, 6 de maio de 2008

oráculo


osso de tartaruga, um dos mais antigos vestígios de escrita, com mais de 5 mil anos.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ubirajara Ribeiro

Jour, 2001
Aquarela sobre cambraia de linho sobre madeira, 50x60 cm



Casa das Rosas, 1991
litogravura.
a segunda imagem foi pintada em aquarela sobre litogravura.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Shazia Sikander




A técnica de miniatura tradicional incorporada em trabalhos da paquistanesa Shazia Sikander

domingo, 27 de abril de 2008

Bruno Munari







Nella notte buia (Dentro da Noite Escura)

P.S. : foi lançada uma edição em português deste livro quase um mês depois deste post.

Nella Nebia di Milano

Nella Nebia di Milano, bela seqüência de abertura com os papéis transparentes. Utiliza a interação entre as páginas para explorar conceitos ligados à percepção visual e à teoria de Gestalt muito em voga nos anos 60. (ver mais)


Pré-Livros (Pre-Libri)

Aqui é possível comprar um conjunto de livros para crianças feitos na década de 50 e reeditados recentemente.


Um site em homenagem a Bruno Munari tem informações complementares, biografia, ano de publicação e o nome de todos os livros do designer italiano. Ano passado, em comemoração aos 100 anos de seu nascimento, teve uma mostra Bruno Munari na Itália.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Joan Brossa

Pablo Picasso - "Tête de taureau" - (Paris, 1942)
( Musée National Picasso, Paris, France)

Picasso tomou um selim e um guidão, colocou um sobre o outro e voilá, uma cabeça de touro.

O desenho de uma cabeça de boi, depois de sucessivas simplificações, formou a letra A. Nesta tabela, Adrian Frutiger mostra a origem comum de alfabetos tão diversos quanto o grego, o romano, o árabe e o hebraico, e o brâmane.

Tomar um elemento existente (uma letra do alfabeto) e transformá-lo em outro objeto, fazer o símbolo voltar a ser ícone. Do objeto ao poema, o percurso de Joan Brossa.


Cap de Bou, concebido 1969 - editado 1982 / serigrafía

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rembrandt

Le festin de Balthazar, 1635

Ulises Carrión

A nova arte de fazer livros (trecho)

A LEITURA

Para ler a velha arte, basta conhecer o alfabeto.

Para ler a nova arte devemos apreender o livro como uma estrutura, identificar seus elementos e compreender sua função.

Podemos ler a velha arte acreditando que a entendemos, e podemos estar errados.

Tal engano é impossível na nova arte. Você só pode ler se você compreender.

Na velha arte todos os livros são lidos da mesma maneira.

Na nova arte cada livro requer uma leitura diferente.

Na velha arte, ler a última página leva tanto tempo quanto ler a primeira.

Na nova arte o ritmo da leitura muda, aumenta, acelera.

Para compreender e apreciar um livro da velha arte é necessário lê-lo completamente. Na nova arte você NÃO precisa ler o livro inteiro.

A leitura pode parar no momento em que você compreendeu a estrutura total do livro.

A nova arte torna possível uma leitura mais rápida do que os métodos de leitura dinâmica.

Existem métodos de leitura dinâmica porque os métodos de escrita são demasiado lentos.

Ler um livro é perceber sequencialmente sua estrutura.

A velha arte ignora a leitura.

A nova arte cria condições específicas de leitura.

O mais longe que a velha arte chegou, foi levar em consideração seus leitores, o que já foi longe demais.

A nova arte não discrimina leitores; não se dirige aos viciados em leitura nem tenta roubar o público da televisão.

Para poder ler a nova arte, e para compreendê-la, você não precisa gastar cinco anos em uma faculdade de letras.

Para ser apreciados, os livros da nova arte não necessitam de cumplicidade sentimental e/ou intelectual dos leitores em matéria de amor, política, psicologia, geografia, etc.

A nova arte apela para a habilidade que cada homem possui para compreender e criar signos e sistemas de signos.



(traduzido por Amir Brito)

El Arte Nuevo de Hacer Libros, do artista e poeta mexicano Ulises Carrión foi publicado na revista Plural em fevereiro de 1975. The New Art of Making Books foi publicado em Kontexts no. 6-7, 1975, e impresso pelo Center for Book Arts nesse mesmo ano, a pedido do autor e distribuído gratuitamente para os membros do Centro. Ulises iniciou a livraria Other Books and So em Amsterdam em 1975. Ele faleceu em 1989. Este ensaio também foi publicado em Joan Lyons, Ed. ARTISTS' BOOKS: A Critical Anthology And Sourcebook, Visual Studies Workshop, 1985, 1993, e em Guy Schraenen: Ulises Carrión. We have won! Haven't we?, Amsterdam, 1992. O texto em inglês está disponível em www.centerforbookarts.org.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Mutus Liber

Escrevi um artigo a respeito desta imagem, publicado na segunda edição dos cadernos de [gravura].

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Bernard Heidsieck


Mais conhecido por seus trabalhos em poesia sonora, o trabalho acima foi publicado no catálogo Poesure et peintrie. Este ano o poeta Bernard Heidsieck faz 80 anos.

terça-feira, 15 de abril de 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Allen Ruppersberg

The New Five Foot Shelf, 2003
« In 2001, we decided to publish the complete text of The New Five Foot Shelf in one single volume, in softcover, to make it affordable for most people. We gathered the manual of the 1910’s The Five Foot Shelf Of Books and the five chapters together. With kind support of the International Centre of Graphic Arts of Ljubljana, we published in June 2003 The New Five Foot Shelf of Books, presented during the Ljubljana Biennale. The New Five Foot Shelf of Books includes a great deal of biographical references, such as Duchamp’s or Broodthaers’, that we find in the The Three Marcels chapter. Those references do not belong to public property yet. In the chapter entitled Once upon a time when books were famous, Allen Ruppersberg also uses a lot of authors’ quotes. It became quickly obvious that the commercialization of this book would be impossible without paying rights of mentioned authors. So we decided to publish this book NOT FOR SALE, getting round the law, making the book « out-law », « offside »… and establishing new rules… »
Michèle Didier

The New Five Foot Shelf of Books by Allen Ruppersberg has been in the center of several art performances, during which the artist has offered himself one copy of the book and dedicated it to the persons in the audience.
The book measures 23,50 cm x 16,50 cm by 5,50 cm
• Contains 21 printed 32-page signatures, a total of 672 pages
• Paper : Offset Munken 90 g Main 1.8
• The signatures are stitched with coton thread
• Quadri cover 240 g
• Printed and bound by Herissey, Evreux

Produced in 2003 by Editions Micheline Szwajcer & Michèle Didier.
Co-published in 2003 by Editions Micheline Szwajcer & Michèle Didier and International
Center of Graphic Art of Ljubljana.