Questionário para um ‘Livro de Artista’
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P – O que é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Você considera este seu trabalho ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não, ele é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é e não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então o que foi que você disse?
R – O que você me perguntou?
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P – Perguntei o que é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R - ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Você considera este seu livro um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não, ele é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é e não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então o que foi que você disse?
R – O que você me perguntou?
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P – Perguntei o que é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
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Nelson Leirner
São Paulo, 1984
segunda-feira, 24 de março de 2008
Tide Hellmeister

Os rabiscos caligráficos de frases vazias, as repetições persistentes deste nada dizer são - paradoxalmente - o recado do artista. No não-dito está dito que ele está envolvido inteiramente no seu fazer: corpo, mãos, olfato. Tudo. E fica assim, o não-dito pelo dito. É seu jeito de não se acomodar e de incomodar nosso olhar. Há críticos que acham que esse não-dito pode ser tipo isso ou aquilo, tipo ilógico, ilegível. Mas é simplesmente tipo gráfico.
Claudio Ferlauto
(O tipo da gráfica, Rosari edições)
(O tipo da gráfica, Rosari edições)
Charles Demuth

Charles Demuth
Figure Five in Gold, 1928
A pintura foi inspirada por este poema abaixo. Comentários podem ser lidos em inglês aqui
The Great Figure
Among the rain
and lights
I saw the figure 5
in gold
on a red
fire truck
moving
tense
unheeded
to gong clangs
siren howls
and wheels rumbling
through the dark city
William Carlos Williams
Among the rain
and lights
I saw the figure 5
in gold
on a red
fire truck
moving
tense
unheeded
to gong clangs
siren howls
and wheels rumbling
through the dark city
William Carlos Williams
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Damien Hirst






A última ceia
série de 13 serigrafias - 152,5 x 101,5 cm cada.
O nome do artista virou logotipo, imitando o logotipo de laboratórios
série de 13 serigrafias - 152,5 x 101,5 cm cada.
O nome do artista virou logotipo, imitando o logotipo de laboratórios
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Christian Robert-Tissot



Alguns trabalhos deste jovem artista italiano. A pintura demanda todo o espaço, e o museu se transforma pelo uso da palavra associada com a cor.
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terça-feira, 18 de março de 2008
quase um poema
O título foi tirado de um poema do Bukowski; a figura lendo é de uma gravura italiana, que está no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; a borboleta 88 é de um selo e a prensa foi o Marcos quem desenhou, estava no Centro de Cultura Patrícia Galvão, em Santos. A mão é minha mesmo, mas foi desenhada com a mão esquerda.
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segunda-feira, 17 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Rembrandt

(...) impossível não evocar aqui esse outro monograma, tão marcadamente em suspenso, que considera, estupefato com seu brilho, com seu poder, e a liberdade conseguida depois que o doutor Fausto de Rembrandt ousou traçar e pronunciar(...)
(trecho de As palavras na pintura, de Michel Butor. tradução de Amir Brito Cadôr)
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as palavras na pintura
terça-feira, 11 de março de 2008
etruscos
exemplo de inscrição em pedra. A escrita tinha um significado especial para este povo, que preenchia com textos objetos do cotidiano, como espelhos.A escrita não é unidirecional, ou seja, pode ser lida em mais de um sentido, de modo a facilitar a integração de texto e imagem.
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história da escrita
segunda-feira, 10 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
Buzz Spector

Livro rasgado, cada folha um pouco menor do que a precedente, de modo a mostrar um pouco do que está na folha de baixo. É um livro-texto que torna a leitura impossível. No site do artista tem outros exemplos de livros alterados (altered books) e alguns ensaios.
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Eerdekens



Aqui tem mais trabalhos deste artista que utiliza materiais inusitados para escrever palavras com a sombra projetada dos objetos.
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Kazuaki Tanahashi


O calígrafo japonês tem realizado demonstrações de shodô nos Estados Unidos desde a década de 70.Foi publicada no ano passado a tradução de Brushmind (O Coração do Pincel), aforismos a respeito da caligrafia, ilustrado com desenhos de um só traço.
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terça-feira, 4 de março de 2008
Objeto Quase
Objeto quase é o nome de um livro em que o formato reforça o sentido das imagens nele contidas. Formado por uma única folha de papel dobrada três vezes, o mesmo desenho é repetido em cada uma das 8 páginas, cada vez realizado com um pincel diferente. A mão acompanha o formato da página para desenhar um círculo (ou quase um círculo, o que justifica o título). A repetição neste caso funciona como uma série de aproximações para atingir o círculo perfeito.O círculo é uma das figuras geométricas que fazem parte do vocabulário de formas básicas utilizadas para o desenho de letras.
Para Octavio Paz, a prosa, o relato, o discurso e a demonstração são lineares, têm um começo e um fim. A poesia, assim como a canção, o mito e outras expressões poéticas, sempre é auto-suficiente, o que corresponde à figura de um círculo, um desenho que remete a si mesmo e nunca termina.
Este tipo de desenho remete aos círculos desenhados pelos monges budistas Zen com um único traço. É realizado como um exercício de concentração, em que a unidade do pincel e da tinta se realiza de uma forma absoluta. A linha feita com o pincel ganha espessura, é figura e contorno ao mesmo tempo. O gesto do calígrafo estabelece o limite entre o dentro e o fora. O espaço branco que fica no interior do círculo faz parte do desenho, tanto quanto a tinta preta. Entre os orientais, a perfeição do círculo branco merece a admiração por colocar em evidência o vazio.
Para os calígrafos do Japão, o desenho de um círculo feito à mão sem o auxílio de nenhum instrumento é um exemplo de destreza e precisão – nada falta e nada excede.
A estrutura do livro repete o desenho de um círculo. Qualquer uma das páginas pode ser o começo ou o fim, dependendo da maneira como o livro é dobrado. Não existe diferenciação entre a capa e as páginas internas, a forma é o conteúdo.
(trecho da dissertação de mestrado Imagens Escritas, defendida na Unicamp em maio de 2007)
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segunda-feira, 3 de março de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
C.S. Peirce
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