sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Brody Neuenschwander

The Perfect Image
105x75 cm

you an I exist

meister

please analyse
105x75 cm

Caligrafias do Brody Neuenschwander, o cara que trabalhou com o Peter Greenaway nos filmes Livro de Cabeceira (The Pillow Book) e A Última Tempestade (Prospero´s Book).

Ele é autor de Letterwork, um estudo a respeito da aplicação de caligrafia em design gráfico. É uma obra bem abrangente, e tem no final do livro o endereço dos escritórios e artistas citados.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Rogier van der Weyden


Rogier van der Weyden
detalhe do interior do Tríptico de Braque, cerca de 1450.
Grand Palais - musée du Louvre

O final da oração do Magnificat coincide com seu local de origem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Steve McCaffery



páginas do livro Carnival, publicado em 1972. Desenhos feitos com máquina de escrever.

Aqui tem um bom ensaio a respeito deste livro de artista, e outros trabalhos estão disponíveis aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Pedro Geraldo Escosteguy

Cisne
Poema realizado ao ar livre, construído através de blocos de letras em cores diferentes, espalhadas no gramado do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O público faz as combinações a partir do poema Amor-te-espero/A-morte-espero.

Ar Vermelho (série fantasma)
madeira e acrílico, 30x30cm

Ar (Arma)
acrílico, 25x30cm, 1967

O poeta e artista gaúcho fez alguns poemas-objeto bem interessantes. Teve uma retrospectiva que ficou em cartaz apenas no MARGS, em Porto Alegre. Felizmente, editaram um catálogo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Livro dos Seres Imaginários






O Livro dos Seres Imaginários é um álbum de serigrafias constituído por letras ampliadas que remetem aos alfabetos ilustrados. O trabalho pode ser interpretado como se fossem letras capitulares desenhadas especificamente para um livro que ainda não foi escrito. Não foram desenhadas todas as letras do alfabeto, mas apenas quinze delas, de modo que o trabalho deve ser visto como uma narrativa fabulosa, um texto contado por meio dessas figuras fantásticas.

Os desenhos formam um conjunto de seres mitológicos, um tipo de bestiário, publicação comum na Idade Média.

Cada figura foi construída pelo isomorfismo das letras e das máscaras. A forma de cada letra determinou a associação com uma máscara que possa reforçar seu desenho, por contraste ou por semelhança. Foram usadas maiúsculas e minúsculas de uma mesma família tipográfica.

O desenho exato e preciso das letras tem seu contraponto nas máscaras, de contorno irregular. O preto, cor padrão de impressão de textos, foi aplicado em todas as máscaras, que são tradicionalmente coloridas. O contraste criado pela associação de elementos díspares é destacado pelo uso de cor nas letras.

Uma parte das máscaras aqui apresentadas são usadas em rituais. Um ritual é um conjunto de práticas que se definem pelo uso. Deste modo, este trabalho trata das relações entre som e sentido, a arbitrariedade dos signos, as convenções sociais e o embate entre a tradição oral e a cultura erudita, representada pelo impresso.

A associação de letras e máscaras surgiu da reflexão de que cada tipo tem sua forma particular, seus atributos próprios. A personalidade de um rosto, que procurei demonstrar nos “cinqüenta caracteres”, é comparada com a individualidade das letras, o que chamou a atenção para a criação de personagens diversos.

As imagens que crio são o equivalente visual de expressões verbais como as comparações, símiles, metáforas, jogos de palavras, paronomásias, símbolos, alegorias, mitos e fábulas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cy Twombly





do portfolio Six Latin Writers and Poets

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Tarsila do Amaral



estudos de letras capitulares para a editora Martins. Acervo do IEB-USP

Waltercio Caldas


capa e página dupla do livro Velázquez

"O livro é atacado como um todo: texto e imagens estão fora de foco. Precisão e nitidez estão, no mundo das sensações, associadas à certeza do que vemos, à verdade das coisas. Logo no início, Waltercio nos retira esse chão sobre o qual apoiamos nossas impressões visuais. Mesmo aquele olho acostumado a enxergar bem confronta-se com o mundo nebuloso em que as imagens iluminadas se confundem com suas sombras, os contornos desaparecem e não há mais nenhum resquício das linhas, as cores perdem suas fronteiras e a saturação a que estamos acostumados. Assim, o livro de Waltercio tira os óculos mesmo dos que nunca deles precisaram. O naturalismo e o realismo, capazes de tratar de forma neutra a exterioridade do mundo, que determinaram, para Velázquez, um lugar único no século do Barroco, desaparecem, e como um paradoxo, ausentes, tornam-se presentes como referência. A construção desse cenário gráfico, que trata de modo homogêneo texto e ilustrações, obedece a um teatro. Todas as figuras humanas das ilustrações, uma por uma, foram retiradas. Espaço, objetos e animais foram deixados, tocados apenas pela imprecisão da imagem desfocada."
(Duarte, Paulo Sergio in Waltercio Caldas, Cosac & Naify, São Paulo).


Las Meninas


Vôo noturno


Matisse-talco

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Joan Miró


uma centelha

Esta é a cor dos meus sonhos
Ceci est la couleur de mes rêves

mulher, estrela, flor, caracol
femme, étoile, fleur, escargot

um pássaro persegue uma abelha e a beija
"Un Oiseau poursuit une abeille et la baisse". Paris, January–mid-February 1927
Oil, aqueous medium, and feathers on glue-sized canvas, 83,5 x 102,2 cm.

graphisme

poema, 1968

Uma estrela acaricia o seio de uma negra
A Star Caresses the Breast of a Negress (Painting Poem), 1938
Une Étoile caresse le sein d'une négresse (peinture-poème)
Oil on canvas, 1295 x 1943 mm

Quanto mais a legenda se afasta de seu local de costume, na base ou acima, mais ela incomoda, transforma nossa contemplação.

E se a escrita difere do habitual, se ela for ornada, por exemplo, enquadrada, sublinhada, rasurada, sobretudo se ela deixa a horizontal em que nossa convenção a colocou...

Se Miró tivesse deixado no exterior de sua tapeçaria os quatro termos caracol mulher flor estrela, certamente seríamos convidados a ler e procurar cada um deles em resposta – mesmo sem eles, teríamos encontrado não apenas uma, mas três mulheres; teríamos pensado, em contrapartida, no caracol, na flor e na estrela? Eis que rastejam e babam, desabrocham, perfumam, profetizam, cintilam, feminizam ao apelo dessas palavras, que fazem brilhar e deliciosamente deslizar essas damas -,

mas ele pintou seu título entre as figuras, com uma escrita cursiva, o que implica um certo vigor, a continuidade do traço, ao contrário do que acontece com os tipos de imprensa, faz escorregar, patinar (rangido das antigas plumas sobre as bacias geladas das folhas), inundar untuosamente, percorrer (oscilações do pincel singrando a tela, mar de óleo) a palavra de uma ponta a outra,

mas essas palavras estão unidas por um verdadeiro laço que prende em seus volteios nosso olhar e nos impede de considerar uma sem a outra: é uma pista sobre a qual deslizamos, passando indefinidamente do caracol à estrela e da mulher à flor, laço capturando os atores e levando em seu doce ciclone;

e afim de poder se libertar do movimento da esquerda à direita que parece, no intervalo de uma só linha, confinar nossa escrita, em vez de passar seu traço contínuo, como um amanuense muito preguiçoso para levantar a pluma entre dois nomes, da última letra de palavra precedente à primeira da seguinte, é o “f” de “femme” que o aproxima do “f” de “fleur”, é o último “e” de “étoile”, que o liga ao “e” inicial de “escargot” à esquerda, palavra que normalmente lemos primeiro, e no interior da qual se produz uma nova retrogradação,

não apenas em zig-zag, mas em vai e vem;

cada um dos termos informando espacialmente a região que o envolve, nós temos a tendência a buscar o que designa “escargot” ou “fleur” em suas paragens, enquanto se inscritos fora do quadro, sua influência se repartiria uniformemente sobre toda a superfície, nada nos impediria de interpretar como “escargot” a figura à direita; quanto a “étoile”, particularmente amplo, envolto por outras palavras ou por seus laços, como tem apenas três figuras, nós podemos ver que está ali menos para qualificar que para substituir uma estrela ausente (essa que teríamos procurado em vão, ou identificado por engano, se o título estivesse no exterior), acrescenta pois um quarto elemento necessário, um quarto reino.

(trecho de As Palavras na Pintura, de Michel Butor. Tradução inédita de Amir Brito Cadôr)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Torres-Garcia


 composicion, 1931

 Composición simétrica universal en blanco y negro, 1931

Construccion en Blanco y Negro, 1938 

 Grafismo simétrico,1933