



Gênesis, 1959
Livro-objeto em papel de seda e papel de arroz, 19 x 19 cm.
Divino Maravilhoso - para Caetano Veloso, 1971Livro da Construção, 1959
Papel cartão recortado e papel se seda, 22 x 20 cm.


O suíço apresentou este trabalho na Bienal de São Paulo em 1967. Formado por várias placas de madeira, faz parte do álbum "Russian Initialenbuch".A obra principal de 1966 é o “Álbum de Iniciais Russas”, uma série de 24 fôlhas, baseadas no alfabeto russo (catálogo no 17). Distinguem‑se das obras anteriores por uma disciplina ainda maior e pela desistência quase completa de empregar letras. São impressas quase exclusivamente com os revessos planos e rectangulares das letras de madeira. Composições elementares resultam de traves, rectângulos e quadrados coloridos. A maior disciplina formal vai acompanhada de um trato mais livre do tema. Os caracteres cirílicos formam apenas o esqueleto da figura artística, dêles deduzida, à qual comunicam simultaneamente algo de sacral e fantástico, vivo nas letras orientais. Da ordem firme formal irradia uma expressão viva, que se baseia exclusivamente na própria invenção. Com as suas formas claras e vivamente coloridas, encontram‑se estas composições como exemplos maduros e de grande maestria no meio de uma das correntes mais actuais da arte contemporânea. Mesmo assim fica completamente conservado o elemento pessoal ao qual o próprio Reichert deu o título mais adequado: poesia tipográfica.Herbert Pée
Catherine Zask :
Catherine Zask :


Homes for America
"Homes for América" (1966) é uma espécie de ensaio formado por imagens e textos publicados na revista "Arts". É composto por 34 blocos de tamanho similar que contêm trechos de anúncios imobiliários, listas de preferências de cores de tinta para fachadas e fotos do exterior e do interior de casa típicas da arquitetura pós Segunda Guerra. (via Bienal SP)
LIVRO DE CARNE
Ele foi criado em 1959, durante o movimento neoconcreto. Eu experimentei todo tipo de linguagem: trabalhei com poemas, esculturas, pinturas, desenhos, fiz um livro com gravuras e poemas etc. Desenvolvendo essas idéias inventei o livro da criação, onde eu narrava a criação do mundo de forma não-verbal, sem palavras: só formas e cores. O livro é formado por unidades de 30 x 30 cm, e todas elas partem do plano para o espaço, quer dizer, à medida que se manuseia o livro você vai armando as estruturas e a "leitura" se faz através das formas coloridas. E é bom que se diga que logo de plano há duas leituras plausíveis: pra mim ele é o livro da criação do mundo, mas para outras pessoas pode ser o livro da "criação". Através de suas próprias vivências, um processo de estrutura aberta onde cada estrutura armada desencadeia uma "leitura" própria. Esse livro foi uma invenção original, onde a linguagem não-verbal determinava uma narrativa verbal. Ele contava uma estória, que emergia de sua própria estrutura, naturalmente.
depoimento de Lygia Pape, no livro editado pela Funarte em 1983.


Os provérbios