sábado, 22 de dezembro de 2007

escritas

s/t - serigrafia de Amir Brito Cadôr, detalhe de uma pintura de Sandro Botticelli (Madonna del Magnificat, 1485)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Clemente Padín




série de poemas visuais realizado em 1968 pelo uruguaio Clemente Padín.

Justin Quinn




moby dick cap54

A letra "E" repetida milhares de vezes forma cada um destes desenhos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Lenora de Barros




Procuro-me

o-me-a-se

Warja Honegger-Lavater



Le petit chaperon rouge
Uma edição de chapeuzinho vermelho narrada apenas com figuras geométricas. Na legenda, o ponto azul é a vovozinha, o caçador é um ponto marrom. O ponto preto é o lobo. Esta artista suíça fez outros livros para crianças, substituindo os personagens de contos-de-fadas conhecidos por símbolos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ahn Sang-Soo

Ahn Sang-Soo é um artista e tipógrafo coreano.



Alpha to hieut, 515 x 481 cm, 2002.

Esta imagem representa toda a história dos fonogramas na história da humanidade. Alpha é a primeira letra do alfabeto grego, o mais antigo fonograma; hieut é a última letra de hangul (alfabeto coreano), o mais jovem fonograma.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Ilya Kabakov




Trabalhos do artista russo, lápis de cor sobre papel

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Dokoupil



Pinturas em grande formato do alemão Jiri-Georg Dokoupil, apresentadas na Bienal de São Paulo em 1986.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Achyut Palav




Natural de Mumbai (Índia), um dos poucos que conheço a utilizar a escrita devanagari para fazer caligrafia. Palav também é pesquisador, com mestrado em escritas antigas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Motherwell




Robert Motherwell. Pinturas da série NRF collages
1958-59.

O título das obras é a abreviação de Nouvelle Revue Française, revista de literatura dirigida por André Gide que deu início à publicação de uma coleção de livros. Depois, NRF tornou-se o logotipo da editora Gallimard, que publicou os principais autores franceses do século XX. Antes de dedicar-se à pintura, Motherwell estudou filosofia e literatura francesa, e recebia pelo correio os livros em envelope timbrado da editora.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Di Cavalcanti

Pela fatigada praça do bairro vicioso, onde os lampiões allumiam desvãos com luz erma, arrastam vultos. Numa esquina, ao fundo, ha um bar. Vem das portas amplas o barulho confuso das vozes e a sacudida plangência do piano fanhoso. Passa rapido, na direcção do caes, um auto levando gente a cantar, numa alegria de sabbado caxeiral. E volta o sossêgo a fatigada praça, ao fundo da qual as portas fixam a sua grande mancha clara e sonora.

Somnolento, o rondante olha o luar. Depois, caminha uns passos, atravessa a calçada, agarra pelo hombro uma senhora que dormia. A sombra vai sentar-se mais longe, noutra soleira de porta. E o rondante, distrahido, volta á contemplação do luar, bocejando.
Mulheres, sahindo dos beccos equivocos que desembocam na praça fatigada, param perto de homens, murmurando convites.

É doloroso um convite assim, sem conhecer as pessoas.

– Meu caro poeta...

– Meu caro pintor...

– O bar deve estar delicioso.

– Fantoches da meia-noite...Como são infelizes, trágicos!

– Infinitamente, meu caro pintor.

Devemos ter o ar vagabundo dos philosophos sem importância. Começamos a dizer baixo reflexões penosas.

– Nós também somos fantoches.

– Evidentemente.

– São todos, somos todos fantoches...Não vês os cordéis do destino a movê-los, a mover-nos? São cordéis imponderáveis... E o destino sabe articular-nos com habilidades de contra-regra cruel...

– Nunca nos poderemos divertir. Porque será que enxergamos esses fios que movem as creaturas? Ellas não sabem de nada...

– A meia-noite é o principio da vida differente. Depois da meia-noite, todas as creaturas têm a sua finalidade trágica marcada no rosto, ou no gesto, ou na voz. Todas se confessam, sem querer.

– Todas mostram os cordéis...

Seguimos pelo caes, á sombra das arvores. Cada vulto que encontramos nos dá a sensação de uma personagem inconsciente a desempenhar isolada o seu papel.

– Fantoches!

– Si eu fosse o contra-regra...

E o luar, como uma gambiarra excepcional, illumina do alto a farça monotona...

Rio, dezembro de 1921,
Ribeiro Couto


















Di Cavalcanti, Fantoches da Meia Noite.

Publicado por Monteiro Lobato em 1921, esta narrativa feita de imagens teve pouca circulação.
Existe um exemplar na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Um fac-símile aparece na obra de Álvaro de Moya e Moacy Cirne, "Literatura em Quadrinhos no Brasil", da Nova Fronteira.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Niklaus Troxler - Jazz in Willlisau










 Cartazes "all-type" é a especialidade deste suíço, um grande amante do jazz que desde 1975 organiza o Willisau Jazz Festival (e faz os cartazes do festival, é claro).


Tim Berne & Mark Helias, 1995

Koelner Sax Mafia, 2005

Amina Claudine Myers, 2008