terça-feira, 30 de outubro de 2007

Simon Evans







Gosto do jeito como ele organiza planilhas e diagramas, mapas e outros tipos de informação visual. O acabamento é bem tosco, tem um monte de durex colando uma folha na outra. Na Bienal de São Paulo, dava p/ ver os furos no papel, nos cantos dos trabalhos, sinal de que foram expostos sem moldura por algum tempo.

Joseph Kosuth

Four Colors Four Words


Five Words in Yellow Neon

Five Words in Green Neon

Five Words in Red Neon

Five Words in White Neon

George Maciunas


Maciunas (1931-1978) teve uma exposição em abril de 2007


Name Cards of Fluxus Artists, c. 1966

Maciunas trabalhou como designer. Sua experiência com tipografia e design gráfico fica evidente nestes artist name tags, com o nome de integrantes do Fluxus. O cartão com o nome Yoko Ono tem as letras sobrepostas, um círculo tomou o lugar da letra "o". Um tipo de madeira do século XIX foi usado para formar a palavra "old" no meio do nome Claes Oldenburg.

John Cage

  Not Wanting To Say Anything About Marcel, III, 1969

 Not Wanting To Say Anything About Marcel, I, 1969

  Not Wanting To Say Anything About Marcel, II, 1969

 Not Wanting To Say Anything About Marcel, I, 1969

Homenagem de John Cage a Marcel Duchamp. Letraset sobre plexiglass. O artista menciona que gostaria que o poeta Augusto de Campos ficasse com um desses trabalhos...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Victor Hugo



Desenho em aguada de nanquim, do escritor francês Victor Hugo

Ulfert Wilke

without words III, 1977

Roy Lichtenstein





 letras no estilo art deco em cartazes de jazz e de cinema desenhados por Roy Lichtenstein


Van Eyck


Outrora (na Idade Média ou na Renascença) os pintores não assinavam sua obra enquanto não estivessem suficientemente confiantes para conceder o mérito de seu selo ou rubrica de seu atelier. Mas a evolução da situação do pintor no interior da economia ocidental, não trabalhando mais sob o comando de qualquer igreja ou príncipe, mas se metendo a produzir os objetos para vender por intermédio dos mercadores, objetos para os quais ele faz uma marca de fábrica, uma garantia de autenticidade, o que faz a assinatura se tornar uma prática cada vez mais comum e cada vez mais importante. Entre numerosos artistas ocidentais, todo o trabalho sobre a escrita, toda a caligrafia se concentra nisso.

A assinatura-marca, quer dizer que ela não é destinada a facilitar a venda de um objeto sobre o qual foi colocada, mas deve promover um atelier e atrair para ele as encomendas de grandes trabalhos, é daqui em diante um exemplo de saber fazer que propõe a obra como amostra ou catálogo (é assim que nós podemos pintar rostos, flores, suplícios, paisagens e inscrições) ela será então bem elaborada, muito bem desenhada.
Tomemos o famoso texto no Casamento de Arnolfini abaixo do espelho no interior do qual percebemos sem dúvida o artista, mas sem que possamos precisar qual das três figuras minúsculas entre as costas dos dois esposos: “Johannes de Eyck fuit hic” (Jean Van Eyck esteve aqui – e não, como temos a tendência a ler, de acordo com a fórmula das assinaturas posteriores, mas com descaso pelo detalhe das letras “fecit hoc”: quem fez).

Jean Van Eyck assistiu o momento do matrimônio, a pronúncia das palavras sacramentais dos esponsais. A obra é resultado de sua presença. Não se trata de uma sessão de poses necessária ao artesão pintor que faz retratos depois da cerimônia propriamente dita para a qual tal artesão não poderia ser convidado. O que a obra comemora é justamente o feito de que o pintor foi convidado, ele próprio é uma testemunha, é uma promoção que está representada por ele nesse acontecimento; ela foi pintada como um agradecimento.

Mas também que insígnia desse presente real! Sendo capaz de captar na armadilha do espelho de minhas cores suas cerimônias mais íntimas, podem considerar que tive o mérito de assistir; a excelência de minha pintura é tal que me coloca no mesmo nível de vocês. Outro pintor poderia desenhar seus rostos, compor todos esses objetos, mas que outro pintor esteve lá?

A extrema elaboração desse gótico mostra bem que não se trata de uma marca de fábrica, nem mesmo de uma simples rubrica; além da comemoração de um ato essencial (o casamento, o convite, a presença), a assinatura é ela mesma um ato essencial: por meio dela Jean Van Eyck pode assegurar publicamente o título da burguesia que de certa maneira teve o reconhecimento a partir desse dia.

(excerto de As palavras na pintura, de Michel Butor. Tradução de Amir Brito Cadôr)

Franklin Fernández

Camuflaje, 2008

Sirio Luginbühl


Poesia visiva, 1968

He was born in Verona in 1937. Ever since the Sixties he has been taking part in various experiences of the artistic avant-gardes (visual and real poetry, happenings, performances...) together with the Gruppo N, Emilio Vedova, the Novissimi poets, Emilio Isgrò, the Gruppo 63 and publisher Vanni Scheiwiller. In 1970 he established the Cooperativa Cinema Indipendente and began realizing experimental and underground movie productions. [via nu magazine]

Marcel Marien


noite estrelada

Este belga, mais conhecido como poeta aqui no Brasil, participou do surrealismo. Fez objetos e fotografias instigantes.

Edwin Morgan


Edgardo Antonio Vigo


Ma pénétration, Pénétration à la japonaise, Ta pénétration

publicados na revista argentina tsé-tsé

Antero de Alda

vocabulário de inverno
do poeta português Antero de Alda

Sinais de pontuação utilizados para formar um poema. Compare com o poema de Augusto de Campos, pluvial / fluvial (1954-1960).

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pierre Albert Birot


Pierre Albert-Birot nasceu em Angoulôme, em 1876. Contemporâneo exato dos dadaístas de Zurique, passa a editar sua revista SIC (Sons, Idées, Couleurs) em 1916, mesmo ano em que Hugo Ball, Tristan Tzara, Hans Arp, Marcel Janco e outros fundam o Cabaret Voltaire...
[A revista de poesia Modo de Usar & Co. publicou poemas traduzidos em sua primeira edição]

Giacomo Balla



Fernando Aguiar

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Philip Guston




Alguns trabalhos da série poem-pictures de Philip Guston

George Brecht

Richard Prince

American English
Este livro de Richard Prince coloca lado a lado as capas da edição britânica e estadunidense do mesmo livro.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sonia Delaunay



Sonja Delaunay. L’alphabeth 34,8 x 69,6 cm Emme, 1978
Poemas de Jacques Damase
Courtesy Archivio O.P.L.A., Biblioteca Civica di Merano 

Acompañadas por una serie de canciones populares infantiles en español, las letras de este magnífico alfabeto ilustrado por Sonia Delaunay “danzan” juntas en un fantástico baile de colores (rojo, amarillo, verde, azul y negro), creando unas páginas luminosas y dinámicas que invitan a los niños a participar en el aprendizaje de las letras y a los adultos a disfrutar de un exquisito libro de artista.


Sonia Delaunay (Odesa, 1885 – París, 1979) fue una artista que se trasladó a París en 1906, donde inició su actividad como pintora y conoció al pintor Robert Delaunay. A principios de la segunda década del siglo xx, ambos formularon un nuevo y original lenguaje artístico, el simultaneísmo, un estilo basado en el contraste simultáneo de varios colores. A lo largo de su vida artística, Sonia Delaunay se dedicó a aplicar este lenguaje abstracto y geométrico, no solo a la pintura sino también al diseño gráfico, textil, de moda, etcétera. (http://ggili.com/es/tienda/productos/alfabeto)

Piero Manzoni

Alfabeto, 1958

stilus


caderno de anotações romano, precursor do livro em formato codex. sobre a madeira, uma camada de cera escura. o stilus removia a cera, que podia ser espalhada novamente para outra escrita.

este instrumento pontiagudo deu origem à palavra estilete, e por metonímia, o estilo de um escritor é o seu modo de escrever.
fragmento de um mural em Pompéia, mostrando um volume (rolo) e um liber (livro)



Afresco romano, alguns autores afrmam que é um retrato da poeta Safo de Lesbos.

Richard Artschwager

instalação, 1994

Bristle Exclamation Point