segunda-feira, 19 de novembro de 2007

poema visual


eu andava em seus lábios quando você perguntou onde eu andava

poema visual de amir brito, 1998

Raban Maur

manuscrito do poema abaixo, pertencente à biblioteca do Vaticano

Página do livro "Poemas em Louvor da Santa Cruz",
do monge alemão também conhecido como Rábano Mauro


O medievalista Paul Zumthor analisa um dos "carmina figurata", poemas que colocam em evidência a unidade conceitual e simbólica da página: versos iguais em número de letras, compostos de modo a conter, em lugares determinados, letras tais que formem (extraídos das palavras às quais pertencem e religadas umas às outras) uma frase revelando o sentido oculto do poema. O texto pode ser acessado no site da revista da USP.

Miró

Uma estrela acaricia o seio de uma negra
(une étoile caresse le sein d'une négresse)

domingo, 18 de novembro de 2007

Bembo





Acima, páginas do livro para crianças Bembo´s Zoo. Existe uma animação que mostra estes animais, todos desenhados usando a fonte Bembo: http://www.bemboszoo.com/Bembo.swf

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Amélia Toledo

Rosa Contemporânea , 1965
Papel de arroz recortado, 24 x 24 cm
"Rosa Contemporânea - para Fernando Lemos (1965) explora as possibilidades temporais oferecidas por um objeto que, como uma música, só pode ser explorado na sua totalidade se o for sequencialmente. O quadrado, de 24x24 cm, de papel rugoso cor-de-rosa é a embalagem dentro da qual se encontram as páginas, pétalas secas de papel de arroz branco, todas elas com partes de um mesmo círculo recortadas em seu centro. As camadas de papel, que ao início formam a moldura espêssa e branca desse círculo rosa cavado em seu interior, gradativamente abandonam sua candidez em direção ao rosa, na razão do ritmo compassado com que são folheadas. A pressão dos nossos dedos, pegando uma a uma as folhas delicadas, levando-as desajeitadamente, porque se trata de planos diáfanos e em parte vazios, de um lado para o outro, alisando-as em seguida para que não se dobrem e não sejam amassadas pelas folhas subsequentes, vai fazendo com que tomemos consciência dos veios que atravessam as lâminas translúcidas, sua irregularidade, suas fibras, nervos estruturais que garantem a resistência de cada página."

Agnaldo Farias, em "Amélia Toledo: as naturezas do artifício", 2004. via cadernos afetivos

Gênesis, 1959
Livro-objeto em papel de seda e papel de arroz, 19 x 19 cm.

Divino Maravilhoso - para Caetano Veloso, 1971
Livro objeto em papel e acetato com fotomontagens, 35 x 35 cm.

Livro da Construção, 1959
Papel cartão recortado e papel se seda, 22 x 20 cm.

Regina Silveira








Capa e algumas páginas do livro Anamorfa, de 1979
offset sobre papel Couché, formato de 14,5 x 21,5 cm, com tiragem de 100 exemplares.

Aloísio Magalhães


A informação esquartejada

Um fragmento do livro a respeito da obra de Aloisio pode ser acessado aqui

Aloísio Magalhães


Improvisação Gráfica
edição de O Gráfico AmadorRecife, déc. 50

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

escritas



Mel Bochner

self portrait

Language is not transparent, 1970

Remarks on color

Josua Reichert

O suíço apresentou este trabalho na Bienal de São Paulo em 1967. Formado por várias placas de madeira, faz parte do álbum "Russian Initialenbuch".

Abaixo, trecho do texto no catálogo da Bienal:
A obra principal de 1966 é o “Álbum de Ini­ciais Russas”, uma série de 24 fôlhas, basea­das no alfabeto russo (catálogo no 17). Dis­tinguem‑se das obras anteriores por uma disciplina ainda maior e pela desistência quase completa de empregar letras. São impressas quase exclusivamente com os re­vessos planos e rectangulares das letras de madeira. Composições elementares resultam de traves, rectângulos e quadrados colo­ridos. A maior disciplina formal vai acom­panhada de um trato mais livre do tema. Os caracteres cirílicos formam apenas o esqueleto da figura artística, dêles deduzida, à qual comunicam simultaneamente algo de sacral e fantástico, vivo nas letras orientais. Da ordem firme formal irradia uma expres­são viva, que se baseia exclusivamente na própria invenção. Com as suas formas cla­ras e vivamente coloridas, encontram‑se estas composições como exemplos maduros e de grande maestria no meio de uma das correntes mais actuais da arte contemporâ­nea. Mesmo assim fica completamente con­servado o elemento pessoal ao qual o pró­prio Reichert deu o título mais adequado: poesia tipográfica.
Herbert Pée

Schwitters

Catherine Zask

Catherine Zask :
"Jusque-là j'ai coupé en quatre pour les quatre couches, les quatre lettres de Rome. Ce qui m'intéresse en fait, ce sont les temps du tracé. Donc pour un R, trois temps. Un trait, une boucle, un trait. Je prends un R. Je tranche les trois temps. Je les colle sur trois feuilles. J'obtiens enfin une tension, quelque chose qui me fait penser à une respiration. Trois morceaux qui visiblement sont liés, et dont la fraction produit comme une respiration entrecoupée. Trancher les temps au cutter est radical."

Catherine Zask :
"D'autres R, écrits sur une seule couche et coupés en quatre, sont utilisés pour recomposer des signes. Mais, d'une part, je ne parviens pas à trouver un sens à ce que je fais, et d'autre part, je suis exaspérée par la séduction facile des bavures de l'encre… En même temps, l'encre est très pratique parce que ça va très vite."

Villeglé

Boulevard St. Germain

Descolagem, técnica inventada por Villeglé. O trabalho recebe o nome da rua onde se encontravam os cartazes que foram arrancados/rasgados para fazer a composição.

Jacques Carelman


Gare Saint Lazare

O Jacques Carelman é o cara do Catalogue d´objets introuvables, publicado aqui no Brasil como Catálogo de Objetos Inviáveis. Esta composição ilustra o livro de Raymond Queneau, Exercícios de Estilo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Joan Brossa




contos, 1986
poema-objeto




Burocracia.
poema-objeto

Ana Bella Geiger


Sobre a Arte, 1977
fotocópia sobre papel

Obra feita a partir de um anúncio da década de 50.
(quem consultar o livro 100 anos de propaganda no Brasil vai encontrar o anúncio lá)

León Ferrari


poema visual do argentino León Ferrari. Escrito em braile, a frase "ama o próximo como a ti mesmo" sobre xilogravura japonesa do séc. XVIII


Pedro Xisto

Zen, 1966

Este logograma de pedro Xisto apresenta uma simetria bilateral, que remete a um tipo de construção arquitetônica japonesa. No centro, as linhas formam o ideograma "sol". Um olhar menos atento demora para identificar o texto e vê apenas o desenho geométrico.

terça-feira, 13 de novembro de 2007