
poema visual do argentino León Ferrari. Escrito em braile, a frase "ama o próximo como a ti mesmo" sobre xilogravura japonesa do séc. XVIII

Homes for America
"Homes for América" (1966) é uma espécie de ensaio formado por imagens e textos publicados na revista "Arts". É composto por 34 blocos de tamanho similar que contêm trechos de anúncios imobiliários, listas de preferências de cores de tinta para fachadas e fotos do exterior e do interior de casa típicas da arquitetura pós Segunda Guerra. (via Bienal SP)
LIVRO DE CARNE
Ele foi criado em 1959, durante o movimento neoconcreto. Eu experimentei todo tipo de linguagem: trabalhei com poemas, esculturas, pinturas, desenhos, fiz um livro com gravuras e poemas etc. Desenvolvendo essas idéias inventei o livro da criação, onde eu narrava a criação do mundo de forma não-verbal, sem palavras: só formas e cores. O livro é formado por unidades de 30 x 30 cm, e todas elas partem do plano para o espaço, quer dizer, à medida que se manuseia o livro você vai armando as estruturas e a "leitura" se faz através das formas coloridas. E é bom que se diga que logo de plano há duas leituras plausíveis: pra mim ele é o livro da criação do mundo, mas para outras pessoas pode ser o livro da "criação". Através de suas próprias vivências, um processo de estrutura aberta onde cada estrutura armada desencadeia uma "leitura" própria. Esse livro foi uma invenção original, onde a linguagem não-verbal determinava uma narrativa verbal. Ele contava uma estória, que emergia de sua própria estrutura, naturalmente.
depoimento de Lygia Pape, no livro editado pela Funarte em 1983.


Os provérbios
Gibi“Seus quadros formam sempre um losango na parede (...) não têm centro, logo não tem começo nem fim. Os seus gibis, que remetem ao “Livro da Criação” de Lygia Pape, são obras em processo, as imagens se fazem, ou se desfazem a medida que as folhas vão sendo movimentadas. Virtualidade pura. Nos seus gibis reviveu a assimetria de Mondrian, recriou a magia da noite e dos arranha-céus e Broadway Boogie-Woogie ou demonstrou o teorema cromático da “homenagem ao quadrado” de Albers. Estes gibis constituem um dos momentos mais fascinantes da arte brasileira contemporânea” Frederico Morais, O Globo, 1983.

aqui tem um vídeo mostrando algumas páginas de um Gibi